Israel disse que seus aviões atacaram dez áreas na Faixa de Gaza ontem em resposta a ataques de foguetes, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu indicou que uma ação mais ampla no enclave palestino não é iminente.
Em declarações ao seu gabinete ontem Netanyahu prometeu “fazer o que for necessário” para restabelecer a calma nas comunidades de Israel que estão sob ataques de foguetes. Mas ele também advertiu contra um confronto mais amplo com Hamas, a força dominante na Faixa de Gaza.
A tensão também estava alta nas cidades e aldeias árabes no norte de Israel e em Jerusalém oriental, depois do sequestro e assassinato de um palestino de 16 anos, na quarta-feira. A autópsia mostrou que ele foi queimado vivo, disse o procurador-geral da Palestina.
Israel prendeu alguns suspeitos do caso, relatou a mídia israelense ontem. Os palestinos acreditam que o adolescente foi vítima de direitistas judeus, que se vingaram do sequestro e assassinato de três adolescentes israelenses, que desapareceram quando pediam carona na Cisjordânia ocupada no dia 12 de junho, e cujos corpos foram encontrados na segunda-feira.
O palestino-americano Tariq Khdeir, 15 anos, primo do adolescente palestino, foi preso por policiais de fronteira, e sua família diz que ele foi e espancado.