08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Neymar


| Tempo de leitura: 2 min

Não se conhece a soberania e a grandeza de um país pelos seus títulos conquistados em Copas do Mundo. Todavia, nosso ufanismo exacerbado e nosso orgulho maior se espalham pelos quatro cantos do Brasil, nesta emocionante Copa do Mundo, realizada em nossa casa! A Pátria vestiu chuteiras, o brasileiro "amarelou" na cor de sua camisa, símbolo da raça e da alegria e esqueceu-se das mazelas da nação sofrida, da falta de médicos e hospitais, da educação decadente, da criminalidade desmedida, mas deslumbrou-se diante das modernas e fantásticas arenas, dos jogos emocionantes, disputados pela nossa Seleção Canarinho, assim como pelo desfile de grandes jogadores, turistas, pessoas do mundo todo fazendo uma festa inesquecível. É a festa maior do futebol, futebol este chamado, inteligentemente, pelo saudoso radialista Estevam Bourroul Sangirardi, de "O ópio do povo".


Nada mais atual do que esta frase, pois vivemos "narcotizados" pelas jogadas brilhantes, pela garra e elegância dos jogadores, pela mistura de cores e raças, pelos estádios lotados, pela alegria contagiante de todos os povos aqui presentes. Pena que uma grande parte da população brasileira não teve acesso às arenas, para ver de perto a festa. Não sei quem será o grande campeão desta copa, pois escrevo estas linhas neste domingo ensolarado, dia 6, esperando que o JC as publique na terça-feira, dia em que bateremos a forte e respeitável Alemanha por 2x1!


Mas nem tudo foi "fair play" nesta Copa. A violência também se fez presente contra o nosso principal jogador, Neymar. A entrada criminosa do jogador colombiano Zuñiga tirou nosso baluarte da copa. Ceifou, sem piedade, o sonho de um garoto de 22 anos de disputar uma final em seu próprio país, defendendo as cores de sua bandeira!


E, pela violência, que sina triste tem a Colômbia! Essa mesma violência absurda tirou a vida do jogador colombiano Andrés Escobar, aos 27 anos, em julho de 1994, em seu próprio país, assassinado que foi, covardemente. O motivo do crime? Ter feito um gol contra no jogo contra os Estados Unidos, em que a Colômbia foi eliminada.


Violência dentro e fora dos gramados. A Copa vai terminar e esperamos ser campeões, mas com a esperança maior de que continuaremos no jogo e na luta, buscando outros títulos em saúde, educação, lazer, segurança e paz para todos em nosso imenso e amado Brasil!

Fernando Lucilha Jr.