Uma jaguatirica morreu após ser atropelada na rodovia da Amizade, na tarde desta segunda-feira(7), na divisa dos municípios de Agudos (13 quilômetros de Bauru) e Borebi (45 quilômetros de Bauru). O animal foi encontrado, já sem vida, por uma equipe do Policiamento Ambiental, por volta do meio-dia. Este é o quinto felino, na região de Bauru, que morre após ser atropelado.
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Luiz Pires/Divulgação |
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Jaguatirica é atropelada na rodovia da Amizade, na divisa de Agudos e Borebi |
Segundo a reportagem do JC apurou, uma motociclista trafegava pela rodovia, sentido Agudos, quando na baixada, próximo ao rio Lençóis, teria sido surpreendida pelo animal e o atropelou. A condutora da moto foi socorrida e encaminhada para o Pronto-Socorro de Agudos com ferimentos leves.
De acordo com o diretor do Zoológico de Bauru, Luiz Pires, o animal não resistiu aos ferimentos do atropelamento e morreu no local.
“A PM Ambiental me informou sobre o animal e fomos até a rodovia. Constatamos que a jaguatirica pesava 23 quilos, era um macho, adulto e estava saudável. Em seguida, levamos o felino para o zoológico de Bauru para que estudos referentes à espécie possam ser realizados por estudantes das universidades”, informou.
“Precisa dar um basta nisso”
Felinos atropelados em rodovias da região de Bauru ou até o encontro deles na área urbana está se tornando frequente. Em 2014, quatro onças-pardas, conforme o JC publicou, morreram vítimas de atropelamento. Além disso, há registros do encontro dos felinos, como o caso de uma onça encontrada no mês de março no parque Vitória Régia, em Bauru, e uma jaguatirica que foi localizada em uma fazenda de Pongaí, em abril.
Para Luis Pires, é preciso que um estudo seja feito o mais rápido possível para que se encontre uma solução. “ Fizemos uma audiência pública e agora, junto com a Secretaria do Meio Ambiente Estadual, queremos que sejam feitos estudos para se discutir tecnicamente a situação em nossa região e buscar medidas o mais rápido possível. É preciso dar um basta nessas mortes e atropelamentos”.
O diretor também espera que a Secretaria do Meio Ambiente Estadual possa abraçar a causa e envolver outros órgãos. “ Agora é só aguardar a Secretaria do Meio Ambiente Estadual abraçar a causa para envolver outros órgãos, como o Instituto Chico Mendes, algum instituto especializado em predadores, a Cetesb, universidades e pessoas que estão fazendo doutorados com pesquisas nessas espécies para que a gente possa transferir esses estudos para Bauru e saber o que está acontecendo”, finalizou.