10 de julho de 2026
Internacional

Ban Ki-moon pede cessar-fogo em Gaza


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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo em favor de um cessar-fogo na Faixa de Gaza entre Israel e o Hamas, durante a abertura ontem de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança.

“É mais urgente do que nunca tentar alcançar o entendimento para um retorno à calma e a um acordo de cessar-fogo”, declarou Ban, reiterando seus “apelos aos dois lados em conflito para exercer o máximo de contenção”.

Ele disse que a paz não será possível enquanto o Hamas não parar de atirar foguetes em Israel, mas também afirmou que “o uso excessivo da força e a ameaça a vida de civis não são aceitáveis”.

O encontro do Conselho de Segurança acontece exatamente para debater o conflito em Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, já tinha afirmado que o cessar-fogo com o Hamas não estava “na ordem do dia”, segundo informou o jornal “Haaretz”.

Netanyahu rejeitou, no entanto, cortar o fornecimento de energia elétrica à Faixa de Gaza, que depende de Israel, como exigiam alguns integrantes de seu governo e deputados de direita e extrema-direita. “Não podemos atuar como a Rússia na Chechênia”, disse o primeiro-ministro, segundo o jornal.

Conflito

A aviação israelense prosseguiu, pelo terceiro dia, com a ofensiva aérea em Gaza, que matou 76 palestinos até o momento.

O Exército israelense anunciou ter atacado durante a noite 300 locais, o que eleva a 750 o número de alvos em pouco mais de 48 horas em Gaza. É a maior operação no território desde novembro de 2012.

Estados Unidos

O presidente americano, Barack Obama, disse ontem que os Estados Unidos estão dispostos a negociar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Obama conversou com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, pelo telefone, em meio à intensificação da Operação Margem Protetora, de ofensiva de Israel em Gaza.

Os EUA já haviam declarado que uma trégua era de interesse dos dois lados.

Ontem, cresceram os rumores de uma invasão iminente de Gaza por Israel.

O secretário de Estado, John Kerry, condenou os ataques de foguetes por militantes de Gaza, e exaltou o direito de defesa de Israel.