UMA REVANCHE INSOSSA
Aconteceu tudo aquilo que o País não esperava. Em casa, a Seleção Brasileira tenta o terceiro lugar na Copa do Mundo de 2014, diante da Holanda, revivendo o duelo de 2010, quando fomos eliminados nas quartas de final (ler memória). Mas a partida de hoje às 17h, no Estádio Mané Garrincha, será uma revanche insossa, porque para o brasileiro, tanto faz o segundo ou terceiro como o décimo lugar. Os próprios holandeses, eliminados pelos argentinos nos pênaltis, afirmaram que o único prêmio no Mundial é o título. Eles estão exaustos, porque seus dois últimos jogos foram para prorrogação e pênalti. Cansados, Van Persie e De Jong podem não jogar hoje. Já o Brasil, tem a tarefa de pelo menos amenizar a vergonha do massacre alemão de 7 a 1, só que na altura dos acontecimentos, a massa torcedora não está nem aí com a escalação e com as chances de vitória do time de Felipão. O sentimento é de indiferença ? vaiar ou ficar na expectativa em torno do comportamento da Seleção. Outro vexame ou reação? Essa é também minha expectativa. Mas acho que os jogadores lutarão com unhas e dentes pela reabilitação. Mas não acredito muito num resultado positivo do Brasil, apesar da desmotivação da Laranja.
FALA SÉRIO
O presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, voltou a afirmar que se depender dele, Felipão continua como técnico da Seleção. Para o jogo de hoje, o comandante escalou Jô no lugar de Fred - trocou seis por meia dúzia. Aliás, Jô é pior ainda. E não sei porque Bernard foi convocado. Hernanes no banco é brincadeira.
PENA
Acredito que Hummels tenha revelado ao jornal inglês "Daily Mirror", que no intervalo do massacre de terça, ao invés de comemorações pelo resultado já alcançado (o placar era 5 a 0), os alemães fizeram um pacto para não humilhar o Brasil. No texto do jogo, afirmei que se a Alemanha não tivesse aliviado no segundo tempo, a goleada seria maior ainda. Schweinsteiger pediu desculpas aos brasileiros pelos 7 a 1.
MEMÓRIA
Copa do Mundo da África do Sul/2010: Holanda 2 x 1 Brasil, em Porto Elizabeth, gols de Felipe Melo (contra) e Sneijder. Robinho para o Brasil. Árbitro: Yuichi Nishimura. Cartão vermelho: Felipe Melo. Público: 41 mil. Holanda: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Ooijer e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong, Sneijder e Kuyt; Robben e Van Persie (Huntelaar). Técnico: Bert van Marwijk. Brasil: Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (Gilberto); Gilberto Silva, Felipe Melo, Daniel Alves e Kaká; Robinho e Luís Fabiano (Nilmar). Técnico: Dunga.