10 de julho de 2026
Nacional

Em balanço da Copa, governo federal ataca o "pessimismo" da imprensa

Por Tai Nalon e Filipe Coutinho | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Em um megabalanço sobre a Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff e uma equipe de mais de 15 ministros defenderam ontem a organização do evento, mas também usaram o evento para atacar a imprensa.

Trata-se de uma estratégia delineada pela cúpula da campanha petista e do governo Dilma, que pretendem explorar o “legado” da “Copa das Copas”. O termo, cunhado pelo marketing da campanha petista, tem sido usado em manifestações de Dilma, inclusive na carta enviada anteontem aos jogadores e à comissão técnica da seleção.

Ontem, Dilma disse que o País demonstrou “capacidade de organização” e “derrotou essa previsão pessimista”. “Os vaticínios, os prognósticos que se faziam sobre a Copa eram dos mais terríveis possíveis. Começava com o ‘não vai ter Copa’ até ‘nós teremos a Copa do caos’. O estádio do Maracanã, que ontem foi palco de um evento belíssimo, ia ficar pronto só em 2038, ou 2024. Enfim, não ficaria pronto nunca”, disse ela.

“Nós não teríamos aeroportos, (...) nós não teríamos a capacidade de receber milhões e milhões de turistas, milhões e milhões de pessoas que vinham de outras partes do Brasil e do Mundo aqui desfrutar a Copa. Nós derrotamos sem dúvida essa previsão pessimista e realizamos com a imensa e maravilhosa contribuição do povo brasileiro essa Copa das Copas”, continuou.

Na entrevista convocada pelo Planalto, em Brasília, coube ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) fazer as críticas mais contundentes. Ele apontou, sem citar o nome dos veículos, publicações de 12 de junho passado, data de abertura da Copa.

Já ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) coube o papel de atacar adversários, que, segundo ele, defenderam “devolver a Copa” por conta de um “grande ceticismo”.