O fluxo de brasileiros foi intenso durante a Copa do Mundo. Cerca de 3 milhões de pessoas se movimentaram pelo país, 67,2% delas por destinos que ainda não conheciam, segundo pesquisa do Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Getulio Vargas.
O Estado que mais enviou turistas foi São Paulo, com 858.825 viajantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 260.527. Na sequência vieram os baianos, com 220.021; os mineiros, com 204.425; os paranaenses, com 165.694; os pernambucanos, 160.324; os paraibanos, 142.949; os goianos, 123.928; os catarinenses, 123.851; e os gaúchos, 113.208.
"Os brasileiros são a grande força do turismo nacional. Ao se movimentarem pelo país geram renda e empregos, desenvolvendo o setor", diz o ministro do Turismo, Vinicius Lages.
A pesquisa ainda questionou os turistas brasileiros também avaliaram os estádios e a infraestrutura turística. As melhores avaliações das cidades-sede ficaram por conta da receptividade e atendimento com 90,5% de satisfação, e 87,2% no quesito opções de turismo e lazer.
E o índice mais baixo foi quanto a limpeza, com 70,3% de avaliação positiva. Já os estádios, de um modo geral, receberam 92% de avaliações positivas, mas os preços da alimentação dentro das arenas desagradaram os visitantes brasileiros que apontaram apenas 31,2% de satisfação.
Entre os brasileiros que viajaram pelo país durante a Copa, o Ministério do Turismo considera turista aquele que pernoita na cidade ou destino visitado e chama de excursionista o viajante que esteve na cidade-sede dos jogos e retornou no mesmo dia.
Com isso, dos cerca de 3 milhões de brasileiros que circularam pelo Brasil durante o mundial, pelo menos 2.152.392 se enquadram na categoria de turistas e outros 904.005 são excursionistas, ou seja, assistiram ao jogo da Copa e retornaram aos seus destinos no mesmo dia.
Foram entrevistados 6.038 brasileiros nas proximidades dos estádios, aeroportos e atrativos turísticos, além de rodoviárias e das Fan Fests.