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Nacho Doce/Reuters |
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Presidente Vladimir Putin (Rússia), premiê Narendra Modi (Índia), Dilma, presidente Xi Jinping (China) e presidente Zuma (África do Sul) |
A cidade chinesa de Xangai sediará o banco de desenvolvimento dos Brics, anunciou ontem a presidente Dilma Rousseff, durante a cúpula de chefes de Estado do bloco, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
O Brasil abriu mão de ter a primeira presidência rotativa do banco de desenvolvimento dos Brics, que ficará a cargo da Índia. O mandato do presidente é de cinco anos.
A China era a mais cotada para abrigar a sede do organismo multilateral e fez forte campanha para tanto. Mesmo assim, a Índia não retirou Déli da disputa, o que gerou um impasse nas negociações. A África do Sul terá um escritório regional do banco.
“Os Brics ganham densidade política”, afirmou a presidente Dilma Rousseff, que abriu a rodada de declarações dos cinco chefes de Estado. Citou os desafios da economia global, que apresenta “modesta recuperação”, como um desafio para ser enfrentado.
Banco
Dessa forma, fica oficializada a criação do banco de desenvolvimento dos Brics, o principal acordo firmado nesta sexta cúpula do bloco, que foi realizada até ontem em Fortaleza e a partir de hoje em Brasília.
A ideia do banco surgiu como um complemento à atuação das instituições internacionais existentes, como FMI e Banco Mundial, criados no âmbito do fim da Segunda Guerra Mundial.
Sua proposta é financiar projetos de infraestrutura de países em desenvolvimento, integrantes ou não do grupo, com foco na sustentabilidade.
Os cinco países terão participação igual no banco. Cada um deles terá de honrar com a contribuição de US$ 2 bilhões, cada um, somando os US$ 10 bilhões que o banco terá disponível para suas operações iniciais - o chamado capital “integralizado”.
O banco terá capital subscrito de US$ 50 bilhões, com possibilidade de expansão futura para até US$ 100 bilhões.
Fundo emergencial
Os chefes de Estado também formalizaram nesta terça-feira o Acordo Contingente de Reserva (CRA, na sigla em inglês), uma espécie de fundo de salvaguarda para os países do bloco.
Esse fundo “emergencial”, que poderá ser acionado em caso de pressão nos balanços de pagamento dos países.
Inovação
Os presidentes dos bancos de desenvolvimento dos países membros dos Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -, assinaram também, ontem, acordo para aumento de investimento em inovação.
O acordo tem o objetivo de oferecer linhas de crédito para investimento em pesquisa e desenvolvimento de projetos inovadores - que, naturalmente, apresentam mais riscos e, por isso, têm mais dificuldade de acesso a crédito.
Inovação tecnológica, com ênfase em infraestrutura e energia sustentável, é o foco do acordo.