Um tribunal egípcio sentenciou ontem sete homens à prisão perpétua por agressões sexuais na praça Tahrir, no Cairo, em ataques ocorridos, inclusive, durante as manifestações para celebrar a eleição presidencial de Abdel Fatah al-Sissi no mês passado.
Desde as manifestações que levaram à queda de Hosni Mubarak em 2011, o problema do assédio sexual tem aumentado no Egito. Isso porque as mulheres são atacadas durante as manifestações por grupos de homens na praça Tahrir, local usado para os protestos.
Os ataques geraram uma grande polêmica no país, principalmente após a divulgação de um vídeo de uma mulher sendo assediada por um grupo de homens durante a celebração da eleição de Sisi.
Os advogados de defesa, Mahmoud Sami, e da acusação, Nashad Aga, explicaram que, além das sete pessoas condenadas à prisão perpétua, outras duas receberam uma pena de 20 anos por serem menores de idade.
Os réus, que ainda podem apelar com a decisão, foram acusados de estupro, assédio, retenção, uso de armas brancas e roubo, entre outras acusações.