08 de julho de 2026
Internacional

Americanos e britânicos elevam pressão contra Putin

Por Isabel Fleck | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A pressão sobre o presidente russo, Vladimir Putin, após a queda do avião da Malaysia Airlines se intensificou neste domingo (20), com os governos americano e britânico exigindo que ele se una aos esforços de investigação e abandone o apoio aos separatistas ucranianos.

"É um momento crítico em que a Rússia deve avançar um degrau e se unir aos esforços para garantir uma investigação completa", disse o secretário de Estado americano, John Kerry, à CNN.

Para Kerry, está "claro" que o sistema de mísseis usado para derrubar o avião, na última quinta-feira, foi entregue pela Rússia aos rebeldes.

"É evidente que este é um sistema que foi transferido da Rússia para as mãos dos separatistas", disse Kerry. No Reino Unido, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse, em artigo no "Sunday Times", que a queda do avião é um "ultraje feito em Moscou". "Se o presidente Putin não mudar sua atitude em relação à Ucrânia, então a Europa e o Ocidente mudarão fundamentalmente a atitude em relação à Rússia", diz Cameron, no texto.

Por telefone, o premiê disse a Putin neste domingo que Moscou terá que apresentar "evidências convincentes" de que os separatistas apoiados por seu governo não são culpados pela queda do Boeing 777, que levava 298 pessoas.

Também por telefone, Cameron, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, concordaram que seus ministros estarão "prontos para anunciar" novas sanções contra a Rússia em reunião em Bruxelas na terça (22) se Moscou não retroceder.

O Conselho de Segurança da ONU também vai votar nesta segunda uma resolução condenando a "derrubada" do avião da Malaysia Airlines na Ucrânia.

O texto, de autoria da Austrália, exige que os responsáveis sejam responsabilizados.