09 de julho de 2026
Internacional

EUA pressionam por trégua em Gaza


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Sete soldados israelenses morreram nesta segunda-feira (21), em combate com militantes palestinos em Gaza. Israel soma 25 baixas militares e duas mortes de civis no conflito. As perdas do Exército de Israel são as maiores em uma operação desde a Guerra do Líbano de 2006, quando 121 soldados morreram e mais de mil ficaram feridos.

 

Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

Máquina trabalha em cratera aberta ontem por bombas israelenses onde havia uma casa, em Gaza

 

Quatro dos soldados foram mortos no território israelense, por militantes de Gaza que se infiltraram por um túnel. Outro grupo de combatentes palestinos conseguiu entrar em Israel por um túnel, mas foi atingido por um ataque aéreo rapidamente. Os demais soldados israelenses morreram em tiroteios ou emboscadas em Gaza.

 

Todas as mortes de militares israelenses da atual ofensiva aconteceram após o início da incursão por terra, na última quinta-feira.

 

O combate mais intenso ocorreu durante o fim de semana, no bairro de Shejaia, região estratégica para o Hamas na Cidade de Gaza. Na investida, 13 soldados israelenses e 60 palestinos - incluindo civis - morreram.

 

Um oficial israelense, veterano em operações em Gaza, disse ao jornal “Haaretz” que o poderio bélico do Hamas surpreendeu o Exército.

 

O braço armado do Hamas ainda alega ter sequestrado um soldado israelense em Gaza, o que Israel nega.

 

A incursão terrestre de Israel tem como objetivo destruir túneis usados pelo Hamas para guardar armamentos e entrar no território israelense. Até agora, 36 túneis foram descobertos pelas tropas.

 

Do lado palestino, ao menos 556 pessoas morreram desde o início da operação Margem Protetora, de ofensiva israelense sobre Gaza.

 

PRESSÕES

 

A troca de hostilidades acontece após o Conselho de Segurança da ONU pedir um cessar-fogo imediato na região. O órgão expressou, anteontem, “séria preocupação” com a situação.

 

 

Os Estados Unidos também têm pressionado os dois lados pelo fim das hostilidades. O presidente americano, Barack Obama, reiterou a posição ontem.

 

“Nós temos preocupações sérias sobre o número crescente de civis palestinos mortos e perdas de vidas de israelenses e é por isso que agora nosso foco tem que ser alcançar um cessar-fogo”, disse.