08 de julho de 2026
Geral

Setor imobiliário exige pechincha

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

O mercado imobiliário, assim como os demais setores, sente a situação econômica do País. O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de São Paulo, José Augusto Viana Neto, veio a Bauru ontem para uma convenção administrativa promovida pelo órgão (leia mais ao lado) e aconselha que a pesquisa de preços é a melhor saída para os interessados em comprar ou alugar imóveis.

 

Douglas Reis

Em evento ontem, José Augusto Viana Neto, do Creci da Capital: “Classes média e média baixa mantêm grande a procura por imóveis”

Neto explica que a área está em fase de acomodação após o “boom” imobiliário registrado nos últimos anos. “Muitos conseguiram comprar ou alugar imóveis, fato que desencadeou a diminuição da frequência dos negócios”, pontua. Mesmo assim, a demanda permanece alta em todo o Estado e na região de Bauru, o que dificilmente resulta na redução dos preços.

 

Os responsáveis pela grande procura são as classes média e média baixa, que buscam sair do aluguel ou, até mesmo, da casa de familiares. Já os mais abastados, cuja demanda é menor do que a das duas outras classes, querem outras opções de imóveis, tanto residenciais quanto comerciais, para investir dinheiro.

 

Neto orienta que, se os consumidores encontrarem imóveis que atendam às necessidades e tenham condições de alugar ou comprar, não devem pensar duas vezes. “É importante que os interessados realizem uma pesquisa de mercado antes de fechar negócio, porque a contraoferta é uma realidade. Com isso, as pessoas conseguem questionar os preços e forçar para que haja queda”, reitera o presidente José Augusto Viana Neto.

 

Pesquisa

 

Para Carlos Damiati, subdelegado do Creci de Bauru, os interessados em alugar ou comprar imóveis têm de conhecer vários locais e identificar aqueles em que haja maior necessidade de venda ou locação. “Quem está disposto a reduzir os preços, sempre irá vender ou alugar. Portanto, os proprietários de imóveis têm de reconhecer que o mercado está acomodado e ceder”.

 

Damiati diz também que, no caso das vendas, os preços podem cair até 5%, caso os interessados queiram negociar com os proprietários e a taxa de corretagem, que varia entre 6% e 8%, pode reduzir para o valor mínimo. “Eu sou corretor e tenho uma casa à venda por R$ 300 mil, mas posso fechar até por R$ 280 mil. Converso com o proprietário e reduzo a minha comissão para 6%, que é o mínimo, para mostrar que estou solidário a ele”, exemplifica.

 

Convenção

 

Na manhã de ontem, cerca de 70 pessoas, entre delegados, subdelegados e membros de comissões vinculados ao Creci participaram de uma convenção administrativa no Obeid Plaza Hotel, em Bauru, que foi promovida pelo órgão de São Paulo. O intuito do encontro foi padronizar a forma de atendimento na cidade e na região.

 

Em Bauru, maior oferta ainda está na zona sul

 

De acordo com Carlos Damiati, subdelegado do Creci de Bauru, a zona sul ainda possui mais ofertas de imóveis, tanto comerciais quanto residenciais, para venda e locação, porque a demanda é menor e os preços são mais altos. 

 

Diante disso, os imóveis de lá são procurados pelas classes mais abastadas, que já têm casas próprias e buscam outras opções para investir.

 

O subdelegado do órgão na região complementa ainda que, por conta da procura menor, os preços dos imóveis da região podem diminuir. “Os prédios comerciais dessa área, principalmente, têm muita oferta. Será que Bauru comporta toda essa oferta? Diante disso, a tendência é, claro, que os preços tenham uma queda, fato que já ocorre”, finaliza Damiati.