Imagine poder, com um controle remoto, mover o teto de sua residência quando estiver batendo aquele raio de sol incômodo. Imagine mais tarde, voltar o teto para o ponto inicial. É este o projeto inovador de arquitetos de São Paulo e que foi executado em Bauru. A “casa dos tetos móveis” foi apresentada em evento internacional e teve o projeto comprado por um bauruense.
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Divulgação/Rafaela Netto |
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Basta um simples apertar de controle remoto e ele passa a se movimentar de acordo com a preferência do morador |
O arquiteto Fernando Fortes, 37 anos, da Fortes, Gimenes & Marcondes Ferraz, contou à reportagem do JC que tudo começou com um convite para um evento na Alemanha, que reuniu 30 arquitetos do mundo todo. A empresa foi convidada e apresentou um projeto de casa com trilhos, cujas paredes também se moviam.
“Esses 30 arquitetos podiam fazer um projeto conceitual, uma pequena maquete, para ficar em exposição em museu na Alemanha. Naquele momento, estávamos investigando essa questão de mexer em paredes, e identificar o relacionamento interno e externo e a possibilidade de a casa mudar durante o dia”.
A maquete, inicialmente, era teórica. Na época, o assunto chegou a ser divulgado em algumas mídias brasileiras, por onde o morador bauruense teve acesso à informação. O professor daqui entrou em contato com a empresa e contratou o serviço.
A casa bauruense
O orçamento completo do projeto custou R$ 600 mil. A casa de 180 metros quadrados foi construída com paredes de concreto pré-moldadas, adquiridas em empresas da própria região de Bauru e conta com tetos móveis. Eles são construídos simplesmente com trilhos e motor de portões automatizados. Simples, prático e inovador.
“A casa é voltada para dentro, uma casa pátio. O cliente queria que as paredes se movimentassem, mas a esposa não gostou muito da ideia. Então, a gente propôs esses carrinhos, que são coberturas de pergolado de forma que, se tiver muito sol ou chovendo, é possível movê-los com controle remoto. Quase o teto da casa toda se movimenta. É um sistema bem simples, para ficar viável financeiramente”, explicou o arquiteto.
Apesar do espaço ser considerado pequeno, o arquiteto ainda salienta que essa “mobilidade” dos tetos deixa o ambiente com diversas “caras”.
“A sensação é que a casa é muito maior. Ficamos muito felizes com a execução do projeto e da obra. Bauru tem grande potencial. Nós já recebemos contato de outros moradores da cidade, finaliza Fernando Fortes.
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Divulgação/Rafaela Netto |
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O teto da casa é todo mantido por trilhos |