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Agência Brasil/Reprodução |
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Por ser deputado, Luiz Moura (PT) tem foro especial. Mas procurador-geral pede investigação sobre acusações envolvendo o deputado |
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, decidiu investigar acusações de envolvimento do deputado Luiz Moura (PT) com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e enviou representação à Câmara Especial do Tribunal de Justiça solicitando autorização para iniciar a apuração.
Por ser deputado, Moura tem foro especial. Na peça, Rosa pede para verificar "eventual prática de crimes de organização criminosa, extorsão, constrangimento ilegal, apropriação indébita, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e abuso de autoridade". O petista trava uma batalha em seu partido para poder disputar as eleições deste ano, mesmo após a suposta conexão com o PCC ter vindo a público.
O chefe do Ministério Público encaminhou à Justiça inquérito com mais de 800 páginas que mostra o caminho percorrido pelo Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em investigações ao longo de quase quatro anos que acabaram apresentando indícios do envolvimento de Luiz Moura com o PCC.
Promotores verificaram que ele foi sócio de uma empresa de fachada que pode ter servido para lavar dinheiro da facção criminosa.
Em maio, a Folha de São Paulo noticiou que Moura participou de uma reunião na sede de uma cooperativa de transportes junto a pelo menos 13 integrantes da facção criminosa PCC. O caso causou desgaste ao PT, que passou a tentar barrar a candidatura de Moura à reeleição.