09 de julho de 2026
Nacional

Candidato do PSDB desiste de disputar o governo de Alagoas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O candidato do PSDB ao governo de Alagoas, Eduardo Tavares, anunciou nesta quinta-feira (24) que desistiu de disputar o cargo. Justificou a decisão citando falta de estrutura e de apoio do partido à campanha.

Ex-procurador de Justiça e ex-secretário estadual da Defesa Social do Estado, Tavares era o nome indicado pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) para a sucessão.

"Sei que nosso Estado precisa de gestores decentes e honestos para continuar caminhando no rumo certo. Mas, diante das limitações impostas pela falta de estrutura para a campanha eleitoral e apoio partidário, foi preciso reconhecer a hora de recuar", afirmou Tavares, em nota.

Apesar de reclamar da falta de proximidade com lideranças do PSDB no Estado, o tucano poupou o governador.

No texto, ele se refere a Vilela como "grande amigo" e o agradece por ter "reconhecido a correção da minha decisão". "Ele foi muito correto comigo", disse.

A nota foi divulgada na tarde desta quinta após reunião de Tavares com o governador, que se antecipou ao correligionário e já havia anunciado a desistência do aliado em sua conta no Facebook.

"Lamento profundamente essa decisão. Continuo convencido de que a história pessoal, a postura pública e o compromisso dele com uma Alagoas melhor o capacitam para ser um excelente candidato e um grande governador. De certa forma, estarei junto com o PSDB na disputa eleitoral para assegurar o projeto de mantermos o nosso Estado no rumo do desenvolvimento", escreveu Vilela na rede social.

O PSDB enfrentou dificuldades para criar uma candidatura competitiva para a sucessão de Vilela e acabou registrando uma coligação apenas com o PRB.

Já os principais adversários da chapa tucana conseguiram garantir um arco maior de alianças: Renan Filho (PMDB) reuniu 11 partidos em sua coligação, e Benedito de Lira (PP), nove legendas.

Eduardo Tavares também não havia decolado nas pesquisas de intenção de voto. Segundo pesquisa Ibope realizada entre os dias 22 e 25 de maio, o tucano aparece com 4% das intenções de voto, atrás de Renan Filho, com 35%, e Benedito de Lira, com 25%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. "

Justiceiros fora do pleito

Com a decisão, Tavares engrossará a lista de integrantes do Judiciário e do Ministério Público que tentaram viabilizar candidaturas para as eleições deste ano, mas acabaram de fora do pleito.

Em Mato Grosso, o ex-juiz federal Julier Sebastião (PMDB) foi pré-candidato a governador até a véspera das convenções. O partido, no entanto, abriu mão da candidatura para se aliar ao PT.

No Tocantins, o procurador da República Mário Lúcio Avelar, que havia lançado pré-candidatura ao governo pelo PPS, foi preterido por uma aliança com o governador Sandoval Cardoso (SDD).

Agora, apenas dois novatos na política oriundos do Judiciário e do Ministério Público vão disputar eleições majoritárias neste ano. A ex-corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) Eliana Calmon (PSB-BA) e o promotor Moisés Rivaldo (PEN-AP) disputarão o Senado por seus Estados.