Em protesto à negativa de supressão, uma moradora do bairro Higienópolis resolveu pendurar o comunicado emitido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) em uma árvore em frente à sua casa. Trata-se de uma Sibipiruna de mais de quatro décadas existente na quadra 3 da rua Raposo Tavares e que, segundo a moradora, estaria causando transtorno para a população local e para pedestres.
“A árvore já está muito velha. É só ventar que os galhos começam a cair. O pessoal aqui vive reclamando por medo de que alguém seja atingido. A calçada também está todinha danificada por causa da raiz”, reclama a empresária Cintia dos Reis, de 52 anos. “Fiz o que pude e a prefeitura negou. Quero só ver se eles irão se responsabilizar quando algo acontecer ou alguém se machucar”, reclama a moradora.
A solicitação para a retirada da árvore em questão foi feita há cerca de um mês. O parecer foi emitido anteontem.
Negativa
Por meio do comunicado, a Semma defende a negativa do corte informando que não há nada que justifique o corte da Sibipiruna, que estaria sadia. Os técnicos da pasta sugerem apenas que a moradora amplie o espaço do canteiro em que a árvore está localizada.
“A supressão seria autorizada apenas se a árvore estivesse doente, o que não é o caso. Ou então, que tivesse causado danos ao imóvel ou apresentasse risco iminente de queda”, reforça o secretário da pasta, Valcirlei Rodrigues.
Vale lembrar que, em maio deste ano, uma Tipuana, de aproximadamente 5 metros de altura, caiu sobre um carro no cruzamento da rua Antônio Alves com a Primeiro de Agosto, no Centro. Por sorte, a condutora não se feriu. Na ocasião, comerciantes reclamavam que já haviam solicitado a supressão à Semma, no entanto, o pedido também teria sido negado.