10 de julho de 2026
Polícia

Polícia Civil de Bauru fecha banca de jogo do bicho

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Na manhã desta quinta-feira (24), policiais do setor de investigação da Central de Polícia Judiciária de Bauru (CPJ) fecharam uma banca de jogo do bicho que era mantida dentro de uma residência alugada na quadra 6 da rua Paes Leme, na Vila Flores, região do Jardim Higienópolis, em Bauru. Seis responsáveis pela contravenção penal foram encaminhados à CPJ, mas liberados mediante assinatura de termo circunstanciado.

De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja, das seis pessoas encaminhadas à CPJ, quatro apresentaram antecedentes criminais referentes à mesma contravenção. O grupo seria liderado por dois irmãos, sendo que apenas um deles estava no estabelecimento durante o flagrante dos policiais civis, que investigam esse tipo de atividade em Bauru há mais de um mês.

Granja acrescenta ainda que os autores foram liberados, porque a ação é considerada apenas uma contravenção penal. Diante disso, eles assinaram um termo circunstanciado sob o compromisso de comparecer ao Fórum em data a ser agendada e poderão cumprir uma pena de, no máximo, pagamento de cestas básicas ou prestação de serviços à comunidade. “Nossa legislação penal traz a ideia de que a impunidade é uma certeza. Por isso, a maioria dos autores já têm inúmeras passagens pela mesma prática”, explica o delegado.

 

Esquema

O titular da DIG, Kleber Granja, informa que o bando pode faturar, em média, R$ 14 mil por dia. De acordo com ele, motoqueiros percorrem pontos comerciais da região para recolher as apostas. Cada conjunto de estabelecimentos formaria uma linha. “Em cada linha, o grupo consegue arrecadar, pelo menos, R$ 700,00. Porém, são duas apurações por dia, totalizando R$ 1.400,00. Eles teriam, em média, dez linhas de percurso, o que equivale a um faturamento de R$ 14 mil por dia”, relata o delegado.

“Eles alegam que a atividade não é muito lucrativa, mas é difícil acreditar”, reitera Granja. Para chegar ao cálculo, policiais civis apreenderam diversos equipamentos na residência onde os autores foram flagrados, como cadernos de contabilidade, telefones, calculadoras, R$ 700,00 em dinheiro e cheque, uma banca de jogo denominada “zoo” e, até mesmo, um livro de interpretação de sonhos, utilizado na conversão das fantasias em números para as apostas nos jogos.

Leia a reportagem completa na edição impressa do JC deste sábado (26).