A ativista Joia Sangenis, 58, que participa das manifestações do Rio desde junho, prestou queixa de lesão corporal contra Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a Sininho.
A queixa foi registrada na última quinta-feira (24), dia em que Sininho e outros dois ativistas deixaram a prisão em que encontravam, beneficiados por um habeas corpus concedido pela Justiça.
Os presos saíram à noite do complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste, e partiram para o restaurante Spaghettilândia, na Cinelândia, centro da cidade.
Amigos e familiares comemoravam a liberdade dos ativistas, comiam e bebiam chopes. A reportagem esteve rapidamente no local no dia, mas não testemunhou o ocorrido.
De acordo com o que Joia disse ao "RJTV", da Rede Globo, Sininho a acusou de tê-la denunciado para a polícia. Depois de um bate-boca, Sininho teria lhe dado um chute na coxa.
A assessoria da Polícia Civil confirmou que Joia registrou queixa na DEAM (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher). Segundo a nota, as imagens do circuito interno já foram solicitadas.
O advogado de Sininho, Marino D'Icarahy, que estava no local, afirmou à Folha que tudo não passou de um mal entendido. "Foi só um bate-boca, um mal entendido".
A reportagem não conseguiu contato com Joia. A ativista ficou conhecida por integrar o grupo que ocupou o interior da Câmara dos Vereadores do Rio, em setembro do ano passado. Moradora de Niterói, Joia chamava a atenção por não ter a mesma faixa etária dos demais ocupantes. Joia contou ao jornal O Globo que é uma manifestantes pacífica.
Sininho e outros 22 ativistas foram denunciados por formação de quadrilha armada pela suposta participação em protestos violentos no Rio desde junho.