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Aceituno Jr. |
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Por conta do 1º semestre violento, o lema da carreata neste ano pedia um trânsito mais pacífico em Bauru
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Pouco após o grave acidente que tirou a vida de um jovem e deixou outras cinco pessoas gravemente feridas, os motoristas participaram, na noite deste sábado (27), da grande carreata de São Cristóvão. O evento, que reuniu cerca de 2 mil veículos, pedia exatamente “Paz no Trânsito”.
Os bauruenses enfrentaram a manhã gelada do domingo e uma dose de vento para celebrar a fé em forma de carreata pelas ruas da cidade. A tristeza da noite anterior até parecer ter refletido em um momento simbólico do evento. A imagem do santo trincou ao meio e teve de ser retirada do veículo. A trepidação na carroceria pode ter sido uma das causas do acidente.
Enquanto recebiam as bênçãos em seus veículos, os condutores aproveitaram para falar sobre como não conseguem viver seus dias sem os automóveis.
A dependência do ser humano do veículo preocupa, conforme o JC trouxe na edição de ontem.
Presente na carreata, o empresário Elier Ferreira de Souza conta que seu ganha pão é em função de veículos, não necessariamente rodando. “Tenho uma loja de acessórios para caminhão e preciso de quem trabalha com ele para realizar meus negócios. Mas eu rodo pouco com o veículo, só o necessário”, menciona.
Já para pintor Neurivaldo de Oliveira, as quatro rodas com motor são essenciais. “Eu dependo muito do carro. Sem ele, não consigo trabalhar. Mas eu também gosto muito de pescar e preciso dele. Eu vou toda semana para pescar no Rio Tietê, em Pederneiras”, conta.
Hábito
O comerciante Daniel Augusto Paccan também não conseguiria trabalhar sem seu motorizado. “Tenho meu carro pessoal para passear, usar com a família e, no comércio, eu preciso do veículo para as entregas, não tem jeito. Eu só ando de bicicleta, o resto é tudo com o carro. Mas eu acho que essa questão de usar muito é hábito”, defende.
O motorista Célio Inácio Teixeira tem uma relação não só profissional, mas de amor com seu caminhão. “Certamente eu fico muito mais com ele do que com minha mulher”, brinca.
A fonoaudióloga Patrícia Gomes também não larga de seu veículo. “Eu sou ‘mãetorista’, trabalho fora e sem o carro é impossível cumprir as obrigações”, finaliza.
A carreata saiu da quadra 40 da Nações Unidas e seguiu até a quadra 15 da Nossa Senhora de Fátima, em frente à paróquia que recebe o nome do padroeiro.
Neste domingo, ela fez parte do encerramento da 49ª Festa de São Cristóvão.