10 de julho de 2026
Polícia

Adolescente acusa vizinho de tentativa de estupro

Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 3 min

Uma adolescente de 13 anos alega ter sido vítima de tentativa de estupro por um vizinho, de aproximadamente 40 anos, nas dependências de uma escola localizada no bairro São Geraldo, em Bauru, na segunda-feira (21).  Contudo, não foi registrado boletim de ocorrência (BO) pela família no dia do suposto ocorrido.

O homem foi qualificado pela polícia nesta segunda-feira (28) e nenhuma testemunha compareceu para reconhecimento. Ele teria sido visto em frente à residência da família e reconhecido pela adolescente.

As identidades são preservadas pela reportagem a fim de não atrapalhar as investigações, não expor os envolvidos e em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo informações da mãe da garota, a suposta vítima teria ido ver outros adolescentes praticarem esportes em uma quadra localizada nas dependências de uma escola, que fica aberta ao público fora do horário de aula. Ela ainda teria solicitado a avó que a mãe a buscasse ao retornar do trabalho, por volta das 18h30.

Porém , por volta das 17h30, a adolescente teria decidido ir embora sozinha e passado próximo a um local abandonado, que antigamente serviria para moradia de zeladores do prédio. Naquele momento, um homem teria  a segurado pelo pescoço e feito ameaças para não gritar, senão seria enforcada.

Feito isso, o homem teria retirado a calça da adolescente e a acariciado. Dois outros adolescentes, conhecidos apenas por apelidos, teriam se aproximado e o acusado fugido. Ele teria dito “eu não fiz nada com você”.

No caminho entre o local e sua residência, uma distância de apenas três quadras, a adolescente foi encontrada pela mãe e teria relatado o ocorrido. Não houve registro de BO.

Reconhecido

Já na tarde desta segunda-feira (28), uma semana após a suposta tentativa de estupro, o homem teria sido visto pela irmã mais velha da adolescente em frente à residência da família, o que chamou a atenção e por isso a garota comentou com a avó. A adolescente teria reconhecido o homem e comentado com a família, que acionou a Polícia Militar (PM).

Em patrulhamento pela região de posse das características do indivíduo, policiais o localizaram e qualificaram. Ele seria morador próximo há 18 anos e não teria oferecido resistência para o trabalho da PM.

Conduzidos à Central de Polícia Judiciária (CPJ), a adolescente acompanhada pela mãe e o homem foram ouvidos juntamente com policiais que atenderam a ocorrência pelo delegado plantonista Marcos Jefferson da Silva.

O homem foi qualificado e liberado. Isso deixou a mãe da adolescente indignada e ela procurou a reportagem do JCNet para comentar o caso, na madrugada desta terça-feira (29).

Sem provas

A  reportagem JCNet foi recebida pelo delegado na CPJ, a fim de esclarecer as informações fornecidas pela mãe.

De acordo com o delegado, a avó não aceitou ir fazer o reconhecimento de que ele teria passado em frente à residência pouco antes do episódio e também no momento em que a adolescente teria reconhecido, por alegar não ter condições de fazê-lo, e as testemunhas citadas não foram localizadas pela polícia. Diante disso, não haveria possibilidades de requerer, naquele momento, uma prisão preventiva do homem.

“O homem mora no bairro há 18 anos e nenhuma testemunha compareceu ou deu informações para a polícia . O caso será remetido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), para que investigue o caso”, disse.

A adolescente, acompanhada pela mãe, irá à DDM nesta terça-feira (29). O homem deve ser novamente ouvido. Os dois jovens citados são procuradas para depor e não seriam alunos do local.

Durante o depoimento, o homem teria dito que realmente esteve em frente à residência da adolescente enquanto falava ao celular.

O homem pode ter prisão temporária decretada, caso provas sejam encontradas ou testemunhas façam o reconhecimento.

A reportagem JCNet acompanhará o caso.