08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Hipocrisia


| Tempo de leitura: 2 min

Somos hipócritas ou não somos hipócritas? Eis a questão.

Ao meu entender nos brasileiros mortais estamos vivenciando a era da hipocrisia plena, goste ou não goste aceite ou não aceite, você decide.

A metodologia política brasileira defende o idealismo partidário, pois bem, temos vinte e sete partidos diferentes no Brasil. Ressalto que entre esses partidos o que se vê no íntimo de cada ideologia é o interesse da sigla e, nesse ínterim, uma grande parcela da sociedade ignora esse processo se tornando hipócrita. Estamos em plena campanha eleitoral, logo, em outubro próximo haverá a eleição majoritária, onde os partidos governistas se aglutinam a outros partidos e a outras ideologias denominada coligações. A coligação é uma prática no Brasil, é cultura, pois bem, se cada partido defender a sua ideologia e nesse processo de aglutinação vão ter ideias diferenciadas, dessa forma aonde vai à ideologia de cada sigla partidária? É neste mister que digo o que há de verdade nesse jogo dos interesses. A ideologia não existe e, se acreditarmos nisso, fazemos partes do grupo dos hipócritas. Quem administra o Brasil é a presidente da República, que tem o seu partido; quem administra um Estado do Brasil é um governador, que também pertence ao um partido e, da mesma forma, o município que é administrado pelo prefeito que também tem o seu partido. Porém, esses representantes, cada um com o seu partido, fazem os seus jogos de interesses, e, no entanto, cada partido coligado vai exigir do governo a sua participação direta na gestão e, assim sendo, os eleitos nas urnas pelo voto direto do povo não põem em prática as suas ideologias por forças dos interesses das coligações.


Existem entre aspas as arrumações interligadas entre partidos que nós, eleitores, desconhecemos: é o arranjo pós-eleição - "você leva isso e o outro leva aquilo", a famosa "troca, troca". O governo federal tem hoje trinta e dois ministérios e a partir desse parâmetro o trem da alegria se deprava por este Brasil afora e cada pasta de governo serve para empregar pessoas, os denominados apadrinhados, "corporativismo", inchando a máquina pública e nós, pagãos "trabalhadores", sujeitos às migalhas e cada vez mais pagando altos valores tributários para sustentarem essas cambadas de gafanhotos. Por fim, basta que o cidadão entenda essa metodologia enraizada no Brasil e possa ter uma decisão importante, como: pertencer ao grupo dos hipócritas ou não pertencer ao grupo dos hipócritas. Você é quem decide!

Antonio Carlos Rodrigues