Está aberta a temporada de caça à Raposa. Com muito esforço e cinco pontos a menos, o Corinthians está ali, na “cola” do líder Cruzeiro. Na sequência, do Fluminense (3º colocado e seis pontos atrás dos mineiros) até o décimo na tabela (o Grêmio com 9 pontos de desvantagem para o líder), todos de olho gordo secando o time mineiro. Regime típico do campeonato por pontos corridos que, por aqui, começou a eliminar as finais do Brasileirão em 2003.
Naquele ano, o próprio Cruzeiro levantou a taça com duas rodadas de antecedência e com Luxemburgo no comando. O terceiro título nacional da Raposa (o 1º foi em 1966) veio no ano passado, já sob o comando de Marcelo Oliveira e a quatro rodadas do fim.
O ano virou e nem parece que começou outro campeonato. O Cruzeiro não muda de posição. Neste Brasileirão, que teve sua 12ª rodada disputada, o time azul já ocupa a primeira colocação há sete rodadas. Somando esse domínio com o do ano passado, já são 34 das 50 rodadas disputadas com o time mineiro na ponta – ou, para os matemáticos da porcentagem, 68% do torneio na posição mais nobre da tabela.
Na “cola” do líder, o Corinthians completou nove jogos sem derrota. Contra o rival Palmeiras, ganhou a terceira seguida em casa. Já o Alviverde do argentino Ricardo Gareca perdeu a terceira consecutiva no Brasileirão. Com 13 pontos está ali, bem perto da zona de rebaixamento.
O clássico de domingo evidenciou duas coisas: primeiro que o Corinthians não é tudo isso; segundo, que o Palmeiras é bem menos do que isso. O time verde é mais limitado que biquíni de Panicat. Vai ter que lutar para não cair.
Gareca trouxe uma legião de hermanos. É um tal de “muy bien” daqui, “gracias” dali e “hasta luego” pra todo lado. Dentro de campo, ninguém fala a mesma língua.
Já Mano segue aproveitando o legado de Tite: tem um time equilibrado (defesa/meio-campo/ataque). Não é uma Brastemp, mas é vice-líder.
E segue a caça à Raposa. Se fosse na Inglaterra, uma verdadeira festa atrás o bicho. Por aqui, é diferente. Quem quiser brigar pelo título terá que correr atrás. E rápido.
A Raposa mineira vai sumindo lá na frente e nos deixando sua sombra. Cada rodada maior, ela vai transformando indícios em certezas.