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A avenida José Vicente Aiello está entre as dez vias mais problemáticas da cidade, segundo informa o pelotão de trânsito da PM de Bauru. E, para fiscalizar todos esses locais, que, inclusive, não possuem dispositivos para a diminuição da velocidade ou fiscalização, a PM conta com apenas um radar móvel.
Esse é o argumento do Pelotão de Trânsito quando questionado sobre a ampliação da fiscalização na avenida em questão. Ação essa que foi prometida pela PM em uma reportagem publicada pelo JC em abril deste ano, cerca de um mês antes de um motorista de 28 anos capotar com o seu carro e morrer, no cruzamento com a rua Luís Ferrari.
Além deste, outros quatro acidentes ocorreram neste primeiro semestre na avenida, envolvendo colisões dos mais diversos tipos: entre carro e moto, carro que derrubou poste e até carro que colidiu contra carroça.
De fato, basta uma rápida volta pela avenida para observar os problemas ao seu entorno. Além da imprudência dos próprios condutores, a via é inteira sinuosa e possui variações de velocidades em trechos curtos.
“Sabemos que o pessoal costuma exceder o limite de velocidade ali. É um ponto crítico e faz parte do nosso cronograma de ações. O problema é que temos que agir por meio de rodízio, só temos um radar móvel. Realizamos operação ali ao menos duas vezes por semana”, aponta o comandante do Pelotão, 1º tenente José Sérgio de Souza.
“O certo seria ter radar fixo, estamos resolvendo isso com a Emdurb. Temos muito problema com animais soltos ali também”, completa o 1º tenente, alertando que a PM deve ser acionada por meio do telefone 190 nesses casos.
Conforme o JC apurou, o único radar móvel usado pela Polícia Militar, contudo, ficou cerca de um mês em inspeção e teria voltado à ativa há duas semanas. “Agora, vamos voltar com a fiscalização por lá”, confirma o comandante do Pelotão de Trânsito.
Implantação
A Emdurb, por sua vez, informou que estuda realocar dois de seus radares, fixados em ruas como a Wenceslau Braz e Nilo Peçanha, para a avenida José Vicente Aiello, para evitar licitar novos equipamentos e serviços neste momento, já que o processo demandaria mais tempo.
“Além dos radares, temos a intenção de implantar dois obstáculos, um próximo ao cemitério e outro próximo a um residencial, onde o acidente fatal ocorreu neste ano. Mas, tudo depende da elaboração de um projeto, não é tão simples assim”, ressalta o engenheiro de trânsito e gerente de planejamento e sinalização viária da Emdurb, Aníbal Ramalho.
Além dos obstáculos, que devem ser realocados até outubro, a empresa disse que irá colocar, também, por todo o trecho, placas de advertência indicando a possibilidade de animais silvestres e não silvestres na pista.