Unidos em defesa da Argentina, os cinco países membros do Mercosul adotaram ontem, a versão de que o país platino não estará em “default”, mesmo que não pague hoje a dívida de US$ 1,3 bilhão aos chamados fundos “holdout” - credores que não participaram da renegociação da dívida em 2005 e 2010 -, descumprindo uma decisão da Justiça de NY.
Ao final da Cúpula do Mercosul, na Venezuela, os membros efetivos e a Bolívia, que está em processo de adesão, declararam que “de nenhum maneira se pode considerar em processo de ‘default’ quando um país solvente e líquido realiza pontualmente seus pagamentos”, mas estes são bloqueados.
“Os Estados-parte do Mercosul manifestaram seu mais enérgico rechaço a ação desse fundos ‘houldouts’ cujo modelo de negócios obstaculiza a obtenção de acordos definitivos entre devedores e credores, pondo em risco futuras reestruturações de dívidas soberanas e a estabilidade financeira internacional”, diz a declaração.
Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e do Uruguai, Pepe Mujica, também apoiaram e falaram em “ir mais além da declaração de apoio” que o Mercosul deu em seu declaração final da reunião de cúpula.
“O dano que os fundos abutres estão tentando fazer à Argentina por especulação não é apenas para Argentina, mas a todos os países do Sul”, disse Maduro.