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Arquivo JC/Quioshi Goto |
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Isolina morreu aos 86 anos devido a problemas cardíacos |
O corpo de Isolina Bresolin Vianna, escritora, doutora em língua portuguesa, tradutora em francês, crítica literária, professora e membro da Academia Bauruense de Letras, foi sepultado nesta quinta-feira (31), às 9h30, no Cemitério da Saudade, saindo da sala 1 do Centro Velatório Terra Branca, na rua Gerson França. Ela morreu aos 86 anos, na manhã de ontem (30), de arritmia cardíaca agravada por infecção urinária, em sua casa, no centro de Bauru, cidade que sempre adorou.
Isolina Bresolin Vianna chegou a declarar há menos de dois anos ao Jornal da Cidade que “melhor que Bauru, só Paris”. Tinha muitas paixões. Adorava as netas, filhas do seu único filho, morto há mais de 30 anos (Gisele Baracat Vianna e Graziela Baracat Vianna). De cada uma delas tinha um bisneto, Matheus Henrique e Ana Laura. E queria sempre a família a seu lado.
Mesmo com a idade avançada, nunca deixou de colocar no papel suas ideias. E escreveu cartas ao JC, onde era frequentadora assídua da Tribuna do Leitor. “Nos últimos anos, quando fui morar com ela, tivemos que diminuir um pouco sua biblioteca e doar boa parte, mas ela não passava sem livros” contou a neta Gisele.
Foram sete os livros publicados de sua autoria cuja marca era a versatilidade. Fez pesquisas históricas como “Masmorras da Inquisição”. Escreveu também de cunho espírita “Outras Vidas” e “Universitários do Além”, além de literatura infanto-juvenil como “O Menino que não Morreu”.
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Arquivo Pessoal |
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Isolina em foto de álbum de família |
Saúde debilitada
Isolina vinha com a saúde debilitada, por conta de uma arritmia cardíaca, em função da idade avançada e agravada por uma infecção urinária. Mesmo assim, tinha o sonho de fazer este mês uma viagem em família para a Europa. A viagem foi abortada em função de uma internação de dez dias (teve alta no último dia 17). Nas últimas 48 horas de vida não se sentia bem e perdia, por momentos, a lucidez. Ontem (30), ela iria fazer uma ultrassonografia. Pronta para ir ao hospital, de manhã, assistida pela neta Graziela, sentou-se e pediu um copo de água. A neta só teve tempo de ouvir um suspiro profundo.
Academia bauruense
“Grande intelectual e, acima de tudo, uma grande amiga”, disse sobre ela o presidente da Academia Bauruense de Letras, Joaquim Simões Filho. Ele era chamado de “São Cristóvão” por ela, porque lhe cabia a tarefa de dar carona para as reuniões dos acadêmicos, tarefa que cumpriu por 20 anos. “Um convívio muito bom”. Ele agora vai sugerir aos demais membros que ela seja a patronesse da cadeira de número 40, como homenagem. “Embora a gente saiba que nada paga a saudade dessa intelectual de renome, uma doutora. Eu continuo gostando muito dela, a morte não elimina os sentimentos”, completa.