Nos bares, casas noturnas, ruas ou nos fundos dos quintais. O samba em Bauru luta como em qualquer canto e se mostra como uma das maiores manifestações culturais da cidade.
No aniversário de 118 anos de Bauru, o "Coletivo Samba", movimento criado em 2013, fará mais um "Encontro dos Sambistas" no Parque Vitória Régia, a partir das 14h.
Tales Danilo/Divulgação |
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Evento que ocorre no parque Vitória Régia, nesta sexta-feira, deve ter a presença de mais de 30 sambistas |
O evento deve contar com uma seleção de músicos e sambistas bauruenses da velha guarda e da nova geração e o Coletivo convida a população para cantar e bater na palma da mão com os bambas.
Ivo Fernandes, 34 anos, ajudou a criar o coletivo em 2013, quando fazia parte do grupo "Quintal do Brás" e promovia encontros entre sambistas de diferentes bandas. Atualmente, ele é coordenador do Coletivo e um dos comandantes da roda de samba, como uma espécie de mestre cerimônia.
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Ivo Fernandes, coordenador do projeto: "Alegria é o que o bauruense tem de melhor" |
"Em 2010 eu já não fazia parte do grupo, mas os encontros continuavam. Até que em 2013 sentimos que precisávamos fazer algo mais organizado. Eu e outros músicos vimos que o encontro uma vez por ano era muito pouco e que apenas um grupo para movimentar isso não seria viável. Então criamos o movimento Coletivo Samba para fomentar projetos relacionados ao samba de raiz", conta Ivo.
O Encontro de Sambistas foi o primeiro desses projetos. E nesta sexta-feira (1), as pessoas poderão ver como um movimento cultural de Bauru cresceu. Das pequenas batucadas em 2008, o projeto reúne dezenas de músicos que revezam e fazem uma roda de samba para ninguém botar defeito.
Os integrantes do movimento prometem uma festa animada para a cidade. “Uma festa com muito samba, trazendo aquilo que o bauruense tem de melhor, a alegria”, reforça Ivo. O coordenador do projeto acredita que mais de 30 sambistas estarão tocando na tarde desta sexta.
“Quem não tem instrumento, bate na palma da mão”, diz o cartaz do evento. E nesta sexta-feira, quem não for "ruim da cabeça ou doente do pé”, como diria Dorival Caymmi, pode comparecer ao Vitória Régia para cantar com os sambistas bauruenses.