Até o final deste ano, grandes obras de infraestrutura devem ser iniciadas no aeroporto Moussa Tobias. Elas foram anunciados ontem pela Secretaria de Aviação Civil do governo federal, em reunião no escritório paulista da Presidência da República. O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) estima que os investimentos no Bauru-Arealva cheguem a R$ 30 milhões.
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Ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco recebe Rodrigo Agostinho e Renato Purini |
O projeto desenvolvido pela União contempla a recuperação, ampliação e reforço da estrutura das pistas, ações necessárias para permitir que o aeroporto possa receber aviões de grande porte. O pátio também será reformado e terá capacidade para armazenar 11 aeronaves. Estão previstas também intervenções no saguão e terminais para garantir maior conforto a passageiros.
A expectativa de Moreira Franco, ministro-chefe da Aviação Civil, é de que os processos licitatórios para as obras no Moussa Tobias tenham início em 60 dias. A concorrência entre as empresas interessadas seguirá o modelo do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), cujas regras se parecem com a de um leilão.
Por esse motivo, o órgão federal não confirma o montante que será investido especificamente no Bauru-Arealva. O valor estimado de R$ 30 milhões foi obtido extraoficialmente pelo prefeito.
PACOTE
Além de Bauru, receberão melhorias, em curto prazo, os aeroportos de Araçatuba, Araraquara, Barretos, Franca, Marília, Presidente Prudente e Sorocaba. Esses municípios integram a nova etapa do Programa de Investimentos em Logísticas, que prevê investimentos de R$ 7,3 bilhões, sendo R$ 360,5 milhões no Estado de São Paulo.
Até agora, 40 aeroportos no País já foram recuperadas. As ações executadas custaram mais de R$ 400 milhões aos cofres federais.
Segundo Rodrigo Agostinho, Bauru recebeu prioridade por conta da prospecção de empresas aéreas – como a Tam e a Avianca – que têm demonstrado, junto à Secretaria de Aviação Civil, o interesse de operar em Bauru. Hoje, as companhias instaladas no Moussa Tobias são a Gol e a Azul.
“Esse plano federal já havia sido divulgado, mas, agora, ficaram prontos os projetos de reforma e ampliação para oito dos 19 aeroportos do Interior paulista. A reunião foi muito boa porque todos os entes federativos puderam discutir os pontos positivos e negativos nos terminais de cada região e, a partir disso, alguns pequenos ajustes serão feitos para atender as demandas locais”, conta o prefeito.
DEMANDA
Renato Purini (PMDB) acompanhou Rodrigo Agostinho no encontro com Moreira Franco. Em maio deste ano, o vereador articulou diálogo junto ao ministro da Avião Civil, para que a cidade pleiteasse investimentos no Moussa Tobias.
“Com certeza, essa injeção de recursos vai transformar o nosso aeroporto e prepará-lo para, no futuro, exercer sua principal vocação na logística. Já somos o terminal regional com maior volume de transporte de cargas e isso tem que aumentar ainda mais. Certamente, no futuro, haverá uma concessão à iniciativa privada do Bauru-Arealva, mas o poder público já está fazendo sua parte”, avalia o parlamentar.
Também participaram da reunião de ontem, em São Paulo, prefeitos dos oito municípios contemplados pelo programa federal, representantes do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo, que gerencia a maioria dos aeroportos beneficiados, além do secretário de Transportes do Estado de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni.
Desenvolvimento regional
Ainda pouco explorado, o Moussa Tobias é um dos aeroportos com maior capacidade para ampliação, ressalta Rodrigo Agostinho. Ele acredita que o transporte de cargas é a principal vocação do terminal regional, mas observa que, anualmente, já passam pelo local mais de 140 mil passageiros ao ano.
“Essas obras vão garantir um redesenho ao nosso aeroporto e são estratégicas para o governo federal, combinadas com a duplicação da rodovia Bauru-Iacanga, que está sendo custeada pelo governo do Estado”, aposta o prefeito.
Projeto nacional
Ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco afirma que existem, atualmente, 100 aeroportos regionais no Brasil. “Esse número é insuficiente. Nossa intenção é colocar 270 deles operando. Tendo passado a Copa, esse programa é a nossa prioridade”.
O objetivo do governo é garantir que 96% da população brasileira esteja a 100 quilômetros de um aeroporto apto para receber voos regulares.