09 de julho de 2026
Esportes

Tá valendo! A vez da Rússia

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 2 min

Começou o mês do cachorro louco, o agosto do desgosto. Assim a sabedoria popular trata o mês oito do calendário. 

 

Verdade ou não, as férias chegaram ao fim. Para a molecada e também para os marmanjos lá da Rússia. A Copa-2018 ainda vai demorar um pouco, mas o Campeonato Russo já começou e a primeira partida foi ontem (Rubin Kazan 0 x 4 Spartak Moscou).

 

Como já virou costume, os brasileiros invadiram as geladas terras de Vladimir Putin. Tirando os atletas naturalizados, são 21 jogadores originalmente brasileiros espalhados por metade das 16 equipes participantes do “Russão”.

 

O FC Terek Grozny, um clube de Grozny, capital da república separatista da Chechênia, localizada no sul da Rússia, é o mais verde-amarelo. São quatro brasileiros no time: o zagueiro Antônio Ferreira (29 anos), os volantes  Adílson (27) e Maurício (25), e os atacantes Kanu (baiano batizado de Rubenilson dos Santos da Rocha, 26 anos) e Aílton (29). 

 

Do Zenit São Petersburgo vem o solitário porém mais conhecido brasileiro no futebol daquele país: Givanildo Vieira de Souza. Lembra dele? Bumbum, simpatia e força. Hulk, o próprio. O gostosão do momento joga no time com o maior orçamento, comandado pelo técnico português André Villas-Boas e que ganhou o reforço do argentino Ezequiel Garay, vice-campeão da Copa. O Zenit faz frente ao atual bicampeão CSKA Moscou, grande favorito ao tri.

 

Equilibrado, o “Russão” disputado por pontos corridos leva emoção até o fim. Lá, os dois últimos (15º e 16º) caem e os dois primeiros da 2ª Divisão sobem. As outras duas vagas na elite da temporada seguinte são definidas em playoff entre o 13º e o 14º contra o 3º e 4º da Segundona.

 

Um campeonato tão equilibrado reflete uma seleção que acabou decepcionando na Copa deste ano sendo eliminada na primeira fase, mas que foi a única 100% caseira - todos os russos no Mundial jogavam no campeonato local. Com um Brasileirão tão fraco, esse é um privilégio que estamos longe de ver.

 

Pior é que de decepção em Copa do Mundo a gente entende. Sete a um. Nosso desgosto chegou, a contragosto, bem antes de agosto.