Repugnante a carta publicada nesta tribuna em 03/8, sob o título "As cercas, as igrejas e a cidade", de autoria da doutora Ana C.B.T., particularmente no ataque que faz à instituição "Igreja" e aos crentes evangélicos de forma geral.
Sabe, dra., a senhora não tem autoridade e nem moral para dizer o que disse, pois para quem dedicou a vida a estudar "ficção", literatura escrita e cinematográfica, e não "ciência", como afirma, dizer que a "Igreja imobiliza e tira a liberdade dos homens ao pedir que acreditem em suas ficções" fica controversa e desacreditada sua palavra.
Aliás, sua fala reflete exatamente a temática social e a carga psicológica abordada pelas personagens das obras fictícias que estuda, como que tendo adotado-as como "livro de cabeceira". Às vezes narra e as vezes é a personagem central da estória, se debruçando sobre seu passado, tentando entender a si mesmo e o mundo, e como se relacionar com ele, numa linguagem persuasiva e com aparente nexo e sabedoria, até assumindo em partes seus erros na tragédia que se abateu sob a nossa "cidade", mas, como naquelas obras de ficção, joga a culpa deste endurecimento e perda da humanidade no ambiente em que vive: nos homens, na escola, na política, no banqueiros, nos latifundiários, nos comerciantes, no papa, nos pastores e nas igrejas.
E a bem da verdade, estuda ficção com o dinheiro do povo. Fez graduação, mestrado e doutorado como bolsista na mais renomada universidade do país, isto é, recebendo dinheiro público para estudar. Mas se ao menos fosse medicina, engenharia, educação, ou outra coisa mais útil aos cidadãos! A dra. não pode fazer nada de melhor pela sua "cidade de origem?"
Não, à dra. não foi negado o direito de crítica, pois não estudou nas "péssimas escolas" que afirma, com "professores sem formação intelectual". Ao contrário, teve a tal "boa educação, libertadora, que lhe ensinou de modo crítico até mesmo as religiões", ou seja, estudou na "escola que existe no Brasil apenas como exceção". A sua realidade é a exceção, não a regra! E veja, dra., se existe escola que é exceção, que não pode ser lançada no mesmo "saco" da regra, existe "Igreja" que não é "igreja", Igreja que Liberta. E liberta de doutrinas e ideologias fictícias como as que a dra. prega. Graças a Deus!
Deus, aliás, que como a dra. afirma também, "cansou de ouvir na sua infância" mas que "rebate agora com mais clareza", possui sim uma "força", portanto, mais que a "desculpa dos crentes", a dra. precisa é do "perdão de Deus", pois de tanto se negar a ouvir Seu chamado, tornou-se "escrava" deste conhecimento fictício, falso, arrogante, autosuficiente e autoglorificador.
Mas saiba que Ele escolhe os simples e humildes para revelar-se e revelar sua sabedoria, e não os sábios e entendidos.
É a dra. quem está com "um véu sobre os olhos que a impossibilita de uma visão mais crítica do mundo" real em que vive. E acredite, "Deus está vendo, o Senhor sabe tudo", embora muitos se achem deuses e senhores!
Silvio Gomes