|
Stringer/Reuters
|
|
|
|
Soldado libanês faz patrulhamento em um bloqueio ao norte do país |
O Exército do Líbano e grupos radicais islâmicos ampliaram nesta quarta-feira (6) por mais 24 horas o cessar-fogo na região de Arsal, no nordeste do país, alvo de confrontos entre as duas partes desde o último sábado (2).
A região foi invadida por extremistas vindos da vizinha Síria após a prisão de Amre Ahmad Jomaa, mostrado como membro da Frente al-Nusra, grupo sírio vinculado à rede terrorista Al Qaeda, embora outros grupos o liguem ao Estado Islâmico.
Desde então, militares e radicais islâmicos se enfrentam, em combates que deixaram dezenas de civis mortos e centenas de feridos. O Exército libanês confirmou que 17 soldados morreram, 86 ficaram feridos e 22 foram capturados por extremistas.
Os enfrentamentos começaram a arrefecer nesta terça (5), quando integrantes do governo e dos grupos radicais negociaram um cessar-fogo, que foi mediado por uma comissão de religiosos islâmicos sunitas.
Mesmo assim, houve combates nas proximidades da cidade de Arsal durante a noite e a madrugada. Durante a tarde desta quarta (6), a trégua foi estendida por mais 24 horas e três soldados foram liberados pelos radicais islâmicos.
Segundo os clérigos que acompanham a negociação, será negociada nas próximas horas a libertação de outros dez soldados e 17 policiais que são mantidos reféns. Outros combates ocorreram nas últimas horas nos arredores de Arsal.
A cidade é um dos locais com o maior número de refugiados da guerra civil na Síria e abriga campos de refugiados, que foram obrigados a buscar novo abrigo na própria cidade devido ao conflito no país vizinho.
Esta foi a primeira grande incursão do Líbano contra militantes extremistas sunitas -líderes da violência entre sunitas e xiitas por todo o Levante. A invasão ameaça a estabilidade do Líbano ao inflamar as tensões sectárias no país.
Embora autoridades libanesas tenham tentado se distanciar do conflito na Síria, o movimento xiita mais poderoso do país, o Hizbullah, tem enviado combatentes para ajudar o ditador sírio, Bashar al-Assad, que é alauita. Assad, como o Hizbullah, é apoiado pelo Irã, uma potência xiita.