10 de julho de 2026
Nacional

Novo socorro a distribuidoras de energia será de R$ 6,6 bi

Por Reuters e Tatiana Freitas | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O governo federal anunciou ontem que um novo empréstimo de R$ 6,6 bilhões para as distribuidoras de energia será liberado até 15 de agosto e terá custo de CDI mais 2,35% ao ano. Trata-se do segundo socorro ao setor elétrico em 2014 e a nova tranche de recursos saiu mais cara do que a primeira, de abril, quando um pool de 10 bancos disponibilizou R$ 11,2 bilhões a uma taxa de CDI mais 1,90% ao ano.

As distribuidoras de energia estão com o caixa comprometido devido ao elevado preço da eletricidade no mercado de curto prazo, resultado da ausência de chuvas e do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas.

Sete bancos comerciais já estão garantidos no grupo de instituições participantes do segundo empréstimo: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander Brasil, Itaú Unibanco, BTG Pactual e Citibank.

O dinheiro do primeiro empréstimo à CCEE terminou em junho, quando foram liquidados os contratos de curto prazo de energia das distribuidoras referentes a abril.


75% dos brasileiros veem risco de racionamento em 2014, diz pesquisa

A maioria dos brasileiros acredita em escassez de energia ainda neste ano. Segundo pesquisa do Ibope, 75% dos cidadãos veem como muito grande, grande ou médio o risco de o Brasil sofrer um racionamento de energia em 2014. Considerando os consumidores que classificam esse risco alto (grande ou muito grande), o percentual é de 48%.

Encomendada pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), a pesquisa foi divulgada ontem. Das 2.002 pessoas entrevistadas em todo o País, 13% dizem que o risco de racionamento é pequeno e 4% afirmam que é muito pequeno, enquanto 8% não souberam responder. As entrevistas foram realizadas entre 17 e 22 de junho.

Para 88%, é necessária uma campanha imediata para a conservação de energia, com a finalidade de evitar que ameaças de abastecimento se tornem um problema crônico.

Para o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros, o resultado mostra que o consumidor está bem informado sobre a crise no setor e que deseja mudanças. “A pesquisa mostrou que 2 a cada 3 brasileiros gostariam de mudar de prestador de serviço, pois acreditam que a competição leva a uma redução de preço”, diz Medeiros.

Segundo a pesquisa, 80% dos brasileiros gostariam de ter a possibilidade de gerar eletricidade em suas residências por meio de placas fotovoltaicas (solar) ou equipamentos eólicos (vento).