09 de julho de 2026
Polícia

Criança de 5 anos corta o pescoço com linha de cerol

Tisa Moraes e Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Foram 17 pontos no pescoço e um grande susto. Um menino de 5 anos de idade teve a jugular externa cortada por uma linha de pipa, enquanto andava de bicicleta em uma praça do Parque Santa Cândida (perto do Vila Dutra), em Bauru. Por pouco, ele sobreviveu sem graves sequelas.

O fio estava enroscado em uma árvore e recoberto, não se sabe ainda, com cerol ou linha chilena (mistura de óxido de alumínio e quartzo moído). O acidente ocorreu na última terça-feira, por volta das 18h50 (5), na quadra 4 da rua Ezequiel Mendonça.

A mãe da criança, Raquel José de Souza, 36 anos, conta que havia acabado de deixar o garoto na companhia da filha de 17 anos e de outro adolescente, de 14 anos, enquanto pegava as chaves de sua casa na residência da madrinha do filho. “A gente nunca iria imaginar que aquilo pudesse acontecer, porque não tinha ninguém soltando pipa naquela hora”.

Raquel conta que o acidente ocorreu minutos após ela deixar o local. Ao ser chamada pelos adolescentes, viu o filho com um grande corte no pescoço.

Ela relata que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) demorou mais de uma hora para chegar ao local. Por meio de nota, o departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento informou que a central do Samu registrou o primeiro chamado às 18h49, mas que, às 19h09, um familiar entrou em contato para informar que o quadro de saúde do menino não era grave e que ele seria levado ao Pronto Atendimento Infantil (PAI) pela PM.

Sorte

Às 19h12, os policiais ligaram para reforçar que o socorro deveria ser feito pelo Samu. A viatura chegou às 19h36. A mãe confirmou a versão, mas argumentou que o cancelamento do pedido não justifica a demora.

Encaminhado ao PAI, o garoto teve o ferimento higienizado e suturado. “Foram 17 pontos, 11 externos e seis internos. Segundo a médica, ele teve sorte porque a linha atingiu a jugular externa. Se fosse a interna, teria morrido”, afirma a madrinha Rosemeire Marçal Moraes, 42 anos.

Segundo ela, o objetivo da família em divulgar o caso é conscientizar pais e mães a não permitirem que seus filhos soltem pipa com cerol ou linha chilena.

O boletim de ocorrência foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ).