A juíza de Minas Gerais responsável pelo mensalão tucano decidiu que o processo do ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB) tramitará em separado, pois chegará de Brasília pronto para julgamento.
Se a ação fosse reunida ao processo com outros oito réus que já tramita em Belo Horizonte, não haveria previsão de julgamento de Azeredo. Isso porque o processo de BH está ainda em fase de instrução, enquanto o de Azeredo está nas alegações finais.
O mensalão tucano, conforme denúncia do Ministério Público Federal, envolveu desvios de R$ 3,5 milhões de empresas públicas de Minas, supostamente usados na campanha eleitoral de 1998.
Azeredo, que tentava se reeleger governador, sempre negou as acusações.
Em março, quando estava prestes a ser julgado no Supremo Tribunal Federal, o tucano renunciou ao mandato de deputado, perdeu o foro privilegiado e o STF enviou o caso à primeira instância. Essa remessa, na prática, ainda não ocorreu, porque o STF não publicou a decisão.
O ex-ministro Joaquim Barbosa na ocasião apontou risco de prescrição das acusações de peculato e lavagem de dinheiro contra Azeredo.
No processo que corre em BH, dois réus - Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha de Azeredo, e o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia - já completaram 70 anos, se beneficiando da prescrição.