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Douglas Reis |
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Comandante Flávio Jun Kitazume em discurso durante a comemoração |
No dia 8 de agosto de 1901, surgia o 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPM-I), na Capital paulista. Contudo, 26 anos depois, o órgão foi transferido para Bauru sob o nome de 4º Batalhão de Caçadores, tornando-se uma autêntica “Sentinela do Sertão”, porque tinha a tarefa de garantir a segurança de toda a região Centro-Oeste do Estado. Na manhã de ontem, autoridades civis e militares participaram de uma solenidade em homenagem, no auditório da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP).
Em seu discurso, o tenente-coronel e comandante do 4º BPM-I, Flávio Jun Kitazume, destacou a ampla atuação e a proximidade com a comunidade (leia mais abaixo). Algo conquistado, contudo, após longa trajetória.
De acordo com o major da PM Alan Terra, ninguém queria trabalhar no grupo quando ele se instalou em Bauru. “Entre as principais dificuldades, estavam a precariedade das estradas e a dificuldade do transporte entre Bauru e a Capital. Diante disso, os policiais consideravam a transferência à cidade como um ‘castigo’”, conta Terra. Porém, com o crescimento da região, o órgão passou a ser disputado entre os oficiais.
O major acrescenta ainda que, além de Bauru, o 4º Batalhão atende 18 cidades, contemplando as regiões de Pederneiras, Lençóis Paulista, Duartina e Pirajuí. Juntas, elas totalizam 600 mil habitantes.
“Nosso grupo é o maior de todo o Interior em termos de efetivo por conta da abrangência. Outro ponto que merece destaque é a forma que valorizamos os nossos policiais, como ocorre hoje (ontem) com a entrega de medalhas do centenário do grupo”, explica Terra.
Honrarias
Mais de 400 cidadãos, entre civis e militares, prestigiaram a solenidade de aniversário do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior, que contou com a entrega de medalhas do centenário para 52 pessoas.
Entre os homenageados, estava a família do soldado Yuri José da Silva, 27 anos, que morreu durante uma troca de tiros no Jardim Ouro Verde, em fevereiro deste ano.
Segundo o major da PM Alan Terra, além de civis, policiais militares de todas as patentes receberam medalhas do centenário por conta da relevante contribuição ao órgão e à toda a sociedade. “Nossa forma de gestão recebeu vários prêmios por isso. Nós valorizamos o trabalho de todos, desde soldados até coronéis”, complementa Terra.
Batalhão foca na aproximação com a comunidade
De acordo com o tenente-coronel e comandante do 4º BPM-I, Flávio Jun Kitazume, a filosofia de policiamento comunitário já está consolidada em diversos países. Contudo, nos grandes centros, ela ainda é considerada uma novidade.
“O 4º BPM-I pratica o método há mais de 20 anos. Diante disso, Bauru está na frente das cidades maiores”, constata.
Kitazume explica também que o policiamento comunitário nada mais é do que o fato de os militares estarem mais perto da população. “Os policiais têm de conhecer as pessoas pelos nomes, saber onde moram e com o que trabalham. Já a comunidade tem de reconhecer os oficiais pelo nome”, defende o comandante. Esta prática permite um trabalho mais personalizado para diagnosticar fatores que levam aos crimes, por exemplo.
É exatamente esta prática do 4º BPM-I que chamou a atenção do tenente-coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira, chefe da Casa Militar de São Paulo, órgão responsável pela segurança pessoal do governador e família, além da Defesa Civil.
Oliveira elogiou o trabalho do grupo. “Ele (o batalhão) tem dado à população respostas à altura que necessita. É um exemplo para todo o Estado”, finaliza.