Cães, gatos e até cavalos vítimas de acidentes contam desde o início do mês com um serviço de emergência veterinária em Florianópolis.
Criado à base de doações, o Samuvet custou aos cofres públicos R$ 853,00. O carro para salvar animais atropelados, que era da prefeitura, foi resgatado de um ferro-velho por Eduardo Cavallazzi, diretor do Bem-Estar Animal (Dibea). Ele pagou a reforma do próprio bolso, assim como as luzes de emergência.
O logotipo foi feito de graça por um amigo, o aparelho de celular foi doado, e o chip é de Cavalazzi, que idealizou o serviço. O município pagou apenas os adesivos do carro.
O Dibea funciona há nove anos e tem uma equipe de 17 servidores que trabalham no ambulatório municipal para animais. Lá, os bichos são castrados, vacinados e rastreados com microchips implantados gratuitamente.
“Era comum interceptar acidentes com animais, como capotamento ou atropelamento. Quando chegava ao local, percebia que a vítima era atendida, mas os animais ficavam agonizando. Não tinha um protocolo de ação para isso”, conta o idealizador, que atuou como policial militar durante 18 anos.
O carro permitiu que as ocorrências com animais sejam atendidas 24 horas por dia em um dos primeiros serviços do tipo no Brasil. São Paulo, Salvador e Recife têm projetos parecidos, mas ainda não implantados.
O protocolo foi criado a partir de sua experiência anterior e repassado aos bombeiros e à Polícia Militar.
O nome desagradou o Ministério da Saúde, que recomendou mudança para evitar confusão com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).