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Reprodução Facebook |
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Vitrine de loja foi quebrada durante a noite e várias peças de malhas fitness foram furtadas; produtos de alto custo comercial são ignorados pelos ladrões |
A Polícia Militar de Bauru deteve, na manhã desta terça-feira (12), dois jovens acusados de arrombarem e praticarem furto a uma loja de suplementos e artigos para academia, localizada na avenida Getúlio Vargas, zona sul de Bauru.
O crime aconteceu entre o final da noite de domingo (10) e a madrugada desta segunda-feira (11). Um dos adolescentes envolvidos tem um vasto currículo de crimes, incluindo mais de cinco ocorrências só neste ano (leia mais abaixo).
De acordo com o 2º sargento da PM José Carlos Cruz, três acusados pelo roubo já estavam sendo procurados desde a noite do crime e dois acabaram sendo detidos na quadra 1 da rua Luiz Bleriot, na favela do Jardim Europa, próximo do campo de uma escolinha de futebol.
Bruno Nicolau da Rosa, 19 anos, junto com o adolescente de 14 anos, confessaram a prática do crime e foram encaminhados para a Central de Polícia Judiciária (CPJ). Com eles foram apreendidos também sete porções de maconha e 12 pinos de cocaína.
“Eles levaram da loja várias peças de roupas fitness e revenderam para um receptador na favela, conhecido como ‘Capacete’”, informou o sargento Cruz. Os suplementos importados, de alto custo comercial, que estavam expostos na vitrine que foi quebrada, não foram levados.
“Menor aprendiz”
A Polícia Militar informou também que o adolescente já é conhecido pelos policiais por ter sido detido várias vezes, principalmente por crimes de furto e de roubo, mas nunca foi destinado à Fundação Casa.
“Não é novidade trazer ele na viatura. Só este ano foram mais de cinco delitos semelhantes. Nem a mãe dele quer mais comparecer à delegacia para prestar apoio ao menor”, disseram os policiais da equipe que trabalharam na ocorrência. O menor infrator prestou depoimento na delegacia e depois foi liberado.
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Bruno Freitas |
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Bruno Nicolau da Rosa foi preso pelo furto à loja de suplementos; equipe do sargento José Carlos Cruz apreendeu também outro adolescente e drogas |
Não há vagas
Conforme o JC vem noticiando, um dos problemas graves em Bauru e nas cidades da região é a falta de vagas para menores infratores. Previsões de solução não faltam por parte do poder público, mas o que acontece de fato é que, após o tempo mínimo de exigência da apreensão para investigação, que é de cinco dias, os adolescentes são colocados novamente em liberdade e acabam cometendo novos crimes.
O impasse teve início após a migração da Delegacia da Infância e Juventude (Diju) para a Central de Polícia Judiciária (CPJ), em abril do ano passado. Na Diju, havia essa cela específica com oito vagas.
Com a mudança, o contrato de locação com o antigo imóvel da Diju foi finalizado. Como a cela especial não estava prevista na nova sede da Polícia Civil, ela simplesmente deixou de existir.
Tal cela é onde se realiza o chamado Centro de Atendimento Inicial e Internação Provisória (Caip, antigo NAI). Não existe um prazo definido para que os adolescentes infratores permaneçam em tratamento, como ocorre em cadeias da região, onde, após os cinco dias, são liberados ou os acusados de crimes mais graves são destinados para a Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Fundação Casa), antiga Febem.