|
Reuters |
|
|
|
O ator teve asfixia e foi encontrado pendurado, com um cinto ao redor do pescoço |
O humorista e ator vencedor do Oscar Robin Williams morreu na segunda-feira (11), aos 63 anos, após ter aparentemente se enforcado em sua casa, na Califórnia, e não deixou um bilhete de suicídio, segundo informaram as autoridades responsáveis nesta terça (12).
Sua morte aconteceu cerca de um mês após o ator, que lutava contra a depressão e tinha problemas com drogas e álcool, ter se internado numa clínica de reabilitação para se manter sóbrio.
Williams estava "inconsciente e sem respirar" quando os paramédicos chegaram em sua residência, na cidade de Tiburon, depois de receberem um chamado emergencial às 11h55 do horário local.
As informações foram reveladas pela polícia do condado de Marin, em entrevista coletiva realizada nesta terça.
O ator teve asfixia e foi encontrado pendurado, com um cinto ao redor do pescoço, afirmou o tenente Keith Boyd à imprensa. Ele estava vestido e levemente suspenso numa posição sentada.
Boyd afirmou ainda que as investigações sobre a morte de Williams continuam e que exames toxicológicos serão feitos, mas que os resultados podem levar ainda algumas semanas até saírem.
Williams foi indicado quatro vezes ao Oscar e venceu o prêmio em 1998, por seu papel em "Gênio Indomável". Recentemente, ele atuou ao lado de Sarah Michelle Gellar na série de comédia "The Crazy Ones".
Longe de Hollywood, vizinhos lamentam morte de Robin Williams
Na vizinhança onde morava Robin Williams, no norte da Califórnia, longe do brilho e do glamour de Hollywood, uma perplexa e entristecida comunidade relembrava o homem discreto que amava andar de bicicleta e nunca foi famoso demais para interagir ou fazer brincadeiras.
|
Stephen Lam/Reuters |
|
|
|
Mulher deixa flores do lado de fora da casa de Robin Williams na Califórnia |
"Todos o amavam, mas ninguém o incomodava. Ele vivia sem ser reconhecido e ficava na dele", disse Johanna Denning, uma vizinha que frequentemente via Williams andando de bicicleta em meio às casas com vista para a baía de São Francisco.
Sonja Conti disse que o ator vencedor do Oscar frequentemente perguntava sobre seu cachorro, ao qual ele deu o apelido de "Cara". Ter Williams por perto "não era como ter uma celebridade. Ele era apenas um sujeito normal e bom", disse ela. "As pessoas o deixavam em paz."
Dor e choque emanaram de familiares, amigos, dos pesos-pesados de Hollywood e até do presidente dos EUA, Barack Obama, mas a morte de Williams teve também um peso pessoal para seus vizinhos, para os quais seu bom humor e estilo de vida simples proporcionavam um sentimento revigorante.
Muitos vizinhos, na segunda-feira (11), expressaram surpresa de que o homem que parecia tão otimista e amigável - que frequentemente mostrava um sorriso e acenava para as crianças na rua ou para quem ele via quando andava de bicicleta - havia aparentemente cometido o suicídio.
Stan Gray, que apreciava as visitas inesperadas de Williams a um clube de comédia na vizinha Mill Valley, dirigiu através da noite de segunda-feira (11) pare deixar uma única rosa em frente à casa de Williams, uma casa de um andar com dois veículos utilitários estacionados do lado de fora, e com vista para a água.
"Isso é muito triste. É muito ruim. Eu meio que o conheci através dos filmes, como todos nós o conhecemos", disse Gray.
Williams, que foi encontrado morto nessa mesma casa, sofria de depressão severa, disse sua assessora pública Mara Buxbaum em um comunicado, e o ator havia repetidamente falado sobre suas lutas passadas com o álcool. Ele tinha 63 anos.
Como ator, ele teve um grande apelo nas telas, transcendendo gerações e gêneros, atuando em papéis desde filmes para toda família, como dublador do Gênio no filme "Alladin", até como um terapeuta no drama "Gênio Indomável", de 1997, que lhe valeu seu único Oscar.