|
Bruno Freitas |
|
|
|
Após longa estiagem, de mais de um mês, voltou a chover em Bauru |
Após 16 dias de seca, voltou a chover em Bauru durante a manhã desta quarta-feira (13). Entretanto, o volume ainda não é suficiente para diminuir as ameaças da falta de abastecimento do rio Batalha.
Segundo os radares do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), foi detectada chuva sobre todo o Estado de São Paulo.
Ao longo do dia, o município contará com a elevação da nebulosidade com chuvas de média e fraca intensidade, que podem se estender até domingo. A temperatura terá queda ao longo do dia, podendo variar entre 28 e 17 graus.
Problemas
Após a primeira meia hora de chuva, o trânsito de Bauru já começou a apresentar perigos aos condutores. O primeiro risco são as sujeiras acumuladas nas vias, que, após o acúmulo de água, podem acabar ocasionando derrapamentos e acidentes.
O outro perigo são os radares, que sempre apresentam problemas. Desta vez, por volta das 11h, os semáforos do cruzamento das avenidas Nuno de Assis e Nações Unidas ficaram inoperantes e prejudicaram o fluxo de veículos. A sinalização no cruzamento entre a avenida Duque de Caxias e a rua Maria José, no Altos da Cidade, também parou de funcionar.
Algumas localidades podem sofrer queda de energia ao longo do dia, como foi o caso do prédio da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), que ficou sem luz.
Alerta
"Precisamos ter um cuidado redobrado nos próximos dias de chuva, justamente porque a poluição e a sujeira no asfalto são grandes. Tivemos nesta terça-feira momentos de chuvas de média e forte intensidade com ventos que chegaram a 48 quilômetros por hora, porém, com algumas paradas ao longo do dia", alertou Josué Gomes de Moraes, agente da Defesa Civil de Bauru.
|
Douglas Reis |
|
|
|
|
|
Despreparado, trânsito de Bauru já começou a apresentar riscos a condutores |
Seca histórica
Ainda de acordo com estatísticas do IPMet, nos primeiros sete meses deste ano, choveu 521,9 milímetros em Bauru, o nível mais baixo dos últimos 12 anos para o período.
O acumulado equivale a quase metade dos 1.007,4 milímetros contabilizados de janeiro a julho de 2013 e perde somente para os 511 milímetros registrados em 2002, no mesmo intervalo.
Uso racional
Diante desse cenário, o DAE alerta para o uso consciente e racional da água, em que os consumidores devem adotar medidas para evitar o desperdício, como, por exemplo, usar baldes ao invés de mangueiras para lavar calçadas e carros, tomar banhos mais curtos e deixar a torneira fechada enquanto escova os dentes ou faz a barba.
A autarquia salienta a importância de cada residência ter caixa d’água de tamanho adequado - 200 litros por morador - para garantir o abastecimento ao menos durante 24 horas em caso de interrupções no sistema.
Para tentar reduzir as chances de desabastecimento, o DAE segue perfurando novos poços. Alguns deles, inclusive, poderão contar com extensões de rede, que funcionarão como alternativa para regiões que recebem água só do rio Batalha.
Um exemplo é o poço Val de Palmas, que deverá ser inaugurado em setembro e que terá capacidade de distribuir água para a Vila Industrial e parte da Vila Falcão. Para o ano que vem, há previsão de início de funcionamento do poço Imperial (que poderá levar água para Parque das Nações e Jardim América), poço do Jardim TV (alternativa para parte do Centro) e poço Padilha (que poderá ser fonte de água para o Jardim Bela Vista).