A definição da candidatura à Presidência da República pela coligação liderada pelo PSB deve ser tomada em uma reunião na próxima quarta-feira, disse o presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP).
A data prevista será exatamente uma semana após a morte do candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos.
Freire, cujo partido é um dos seis da coligação Unidos pelo Brasil, capitaneada pelo PSB, disse que o consenso que está sendo construído pelos integrantes da coligação tem apontado para que a candidata a vice, a ex-senadora Marina Silva, seja alçada à cabeça da chapa.
“Parece que caminha para um consenso a candidatura da Marina em substituição a Eduardo”, disse Freire, acrescentando que a data pode ser antecipada.
A coligação tem até o dia 23 para definir um substituto para Campos ou desistir da disputa, possibilidade que parece cada vez mais improvável. Outro prazo que pode estar sendo levado em conta pelo PSB e pelas siglas aliadas é o início do horário eleitoral marcado para a próxima terça-feira.
O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também disse que Marina é a candidata natural para encabeçar a chapa, mas afirmou que qualquer decisão só deve ser tomado após o sepultamento de Campos.
Rede não participará
O presidente da legenda, Roberto Amaral disse que não é o momento de falar sobre o futuro da coligação.
Amaral fez questão de deixar claro que qualquer decisão sobre o futuro da coligação que tinha Campos como presidenciável será “exclusivamente partidária”, o que exclui a Rede Sustentabilidade. “Só participarão instâncias partidárias. Quem ditará a pauta é o PSB”, disse.