10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Parecer de alunos da graduação da FOB sobre a greve


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Ratificamos a importância do direito à greve conquistado pela classe trabalhadora. Todavia, esta deve estar em consonância com a lei, o que não procede na situação decorrida na Faculdade de Odontologia de Bauru. Os grevistas, há tempos, vêm transgredindo uma liminar judicial que os restringe o direito do bloqueio de qualquer prédio do campus USP-Bauru mediante multa pré-estabelecida.
Os mesmos, ignorando a liminar, bloquearam os prédios do Restaurante, da Biblioteca e da Esterilização. O primeiro bloqueio vilipendia os estudantes, sobretudo os menos favorecidos que, sem o auxílio fornecido pela instituição, não têm condições de se alimentar ? o que torna um tanto quanto irônico o argumento dos grevistas que solicitam a devolução de seus salários para alimentar suas famílias, como citado em um dos e-mails enviados pelo "Comando de Greve", que envolve alguns dos funcionários, servidores da Prefeitura do campus, da Faculdade de Odontologia de Bauru e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC-USP).
O segundo vilipendia nossa condição como estudantes, prejudicando a nossa formação, assim como o uso da comunidade, tendo em vista que a biblioteca é de usufruto da população. O terceiro vilipendia os estudantes e os pacientes ? alguns destes: oncológicos, idosos, fisicamente debilitados e/ou economicamente menos favorecidos ? que não puderam ser atendidos por nós alunos, ignorando a situação de que alguns dos pacientes vieram de outras cidades, de ambulância, ou fazem uso do transporte público, com dinheiro que possivelmente lhes fará falta.
Vale ressaltar o descaso dos grevistas para com os alunos, sendo que os primeiros não tiveram sequer o respeito de nos avisar antecipadamente para que desmarcássemos os pacientes. Estas atitudes egoístas e infratórias, por parte dos grevistas, não recebem qualquer suporte ou aprovação por parte dos alunos que repudiam os atos e exigem o desbloqueio imediato dos prédios, como solicita a lei.
Ainda, reiteramos nosso apoio à direção, sobretudo à diretora Maria Aparecida Machado e ao vice-diretor Carlos Ferreira dos Santos, que têm tentado exaustivamente dialogar com os grevistas, que não estão ? ao contrário, vale citar, do que dizem ? abertos a qualquer tipo de negociação.
Lembrando que os diretores têm estado do nosso lado, procurando incansavelmente alternativas para contornar a situação, de forma a minimizar o dano causado pelos grevistas contra a graduação.

Grupo de alunos de graduação