|
Agência Brasil |
|
|
|
Marina e Renata trocaram confidências. Riram de causos de Eduardo, como preferem chamar o ex-governador, um grande imitador e contador de histórias |
Foi ao lado de Renata Campos, viúva de seu companheiro de chapa à Presidência da República, que Marina Silva passou a maior parte do tempo desde que chegou a Recife, na tarde de sábado (16), para as cerimônias fúnebres de Eduardo Campos.
Eram 19h20 quando a ex-senadora entrou na casa da família, no bairro recifense de Dois Irmãos, e passava das 19h do domingo (17) quando deixou o cemitério de Santo Amaro, onde Campos foi enterrado sob vinte minutos de fogos de artifício.
Marina entrou no cemitério onde está o túmulo de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco e avô de Eduardo Campos, de braços dados com Ana Arraes, mãe do candidato morto.
Escoltada por assessores, a herdeira da cabeça de chapa de Campos era seguida por centenas de pessoas que gritavam seu nome, jogavam pétalas brancas sobre sua cabeça e tentavam tocá-la, quase como que num rito religioso.
"Precisamos de você", disse um dos passantes. Marina esteve ao lado de Renata, Ana Arraes e os filhos de Campos também em cima do caminhão do Corpo de Bombeiros que seguiu do Palácio do Campos das Princesas, onde aconteceu o velório de quinze horas, até o cemitério. Do alto, acenava para o público e jogava beijos.
Desde que Campos morreu em um acidente de avião em Santos (SP), na quarta-feira (13), Marina está abalada e evita falar sobre seu futuro político. Na cidade do aliado, foi recebida como se fosse da família. Foi consolada por Renata. Como relatou a Folha, Marina chorou ao ver a viúva pela primeira vez após o acidente e ressaltou mais uma vez "essa sua força".
A relação de Marina com a viúva de Campos é vista dentro do PSB como uma forma de a ex-senadora abrir caminho no partido.
Marina e Renata trocaram confidências. Riram de causos de Eduardo, como preferem chamar o ex-governador, um grande imitador e contador de histórias.