|
Antonio Cruz/ABr |
|
|
|
O tucano disse que sempre teve "respeito" e "admiração" pela ex-ministra do Meio Ambiente |
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (18) que ficaria "muito honrado" de receber o apoio à sua reeleição da candidata do PSB à sucessão presidencial, Marina Silva.
O tucano disse que sempre teve "respeito" e "admiração" pela ex-ministra do Meio Ambiente e ressaltou que a mudança do candidato ao Palácio do Planalto não altera o acordo entre PSDB e PSB em São Paulo.
A candidata ao Palácio do Planalto foi contra o apoio do PSB à reeleição do governador e ficou incomodada quando sua imagem foi associada à do tucano em material de campanha produzido em um dos comitês do partido em São Paulo.
Com a definição de Marina Silva para a disputa presidencial, o PSB trabalha agora para diminuir as resistências da ex-senadora em relação aos palanques estaduais, entre eles o de São Paulo.
"Eu ficarei muito honrado, porque o PSB participa do nosso trabalho. O candidato a vice-governador é do PSB", lembrou o tucano, que evitou comentar se subiria no palanque de Marina Silva. "Eu não vou falar de hipóteses", disse.
O governador participou nesta segunda da entrega de 50 novas unidades de resgate para o Corpo de Bombeiros de São Paulo. Ele avaliou que ainda é cedo para avaliar o impacto da candidatura de Marina Silva na disputa presidencial.
"É muito cedo para termos uma análise, A gente deve aguardar", disse o tucano.
Greenpeace
Alckmin criticou nesta segunda o Greenpeace pela distribuição na semana passada de cartazes, em pontos de ônibus da capital paulista, que exibiam uma dobradinha dele com a presidente Dilma Rousseff (PT).
De acordo com Alckmin, o material "desinforma" e "não é correto" ao confundir o eleitor. Os cartazes colocavam os adversários políticos lado a lado com a inscrição: "A espera acabou. Até o final de 2014 a extensão do metrô vai dobrar."
A propaganda irritou as campanhas do PSDB e do PT, que anunciaram ações na Justiça Eleitoral. A peça simula propaganda oficial, trazendo os símbolos do governo federal e do governo estadual. A legislação veda o uso de imagem do governante em propaganda.
"Eu acho errado uma instituição com a credibilidade e com a presença do Greenpeace permitir esse tipo de ação", criticou. "Não é correto, porque confunde as pessoas. Toda lógica eleitoral é prestar informações, ser transparente, prestar contas", acrescentou o tucano.
Em nota publicada em seu site na quinta-feira (14), a ONG explicou que a peça publicitária era uma "provocação" e que a "união dos políticos de partidos diferentes também reforçava o estranhamento da "propaganda".
Responsável pela instalação dos novos abrigos de ônibus, a empresa Otima afirmou à Folha de S.Paulo que " foi surpreendida com a violação de seus painéis publicitários na madrugada"
A empresa afirmou que houve uma "ação criminosa" e informou ainda que registrou uma ocorrência policial "para apuração de responsabilidades, notificou a Justiça Eleitoral e tomará as medidas cabíveis e necessárias. Os materiais estão sendo retirados dos painéis".