A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) assumirá provisoriamente a coleta dos rejeitos nas três cooperativas de reciclagem na cidade. A decisão foi tomada em reunião no final da última semana, da qual participaram também os cooperados e o titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Valcirlei Silva.
Conforme o JC noticiou com exclusividade na edição de 13 de agosto, um impasse entre a empresa, a prefeitura e as cooperativas ameaçava a atividade, que sofre com a interrupção da coleta. Ninguém quer assumir os materiais orgânicos (rejeitos) oriundos da triagem do processamento dos recicláveis nas unidades.
A Emdurb alegava que o serviço é de responsabilidade das próprias cooperativas, conforme prevê o contrato assinado no chamamento público no início deste ano. As cooperativas, por sua vez, alegam não terem condições financeiras de assumir o serviço, que também não consegue ser realizado pela Semma por falta de efetivo e frota.
Colaboração
Segundo a assessoria de comunicação da Emdurb, a partir desta semana, os rejeitos poderão ser coletados de duas formas: ou pelos caminhões da coleta orgânica que circulam nos bairros, se a quantidade for pouca; ou pelos caminhões da coleta seletiva, no momento em que houver o descarregamento do lixo reciclável nas cooperativas.
“A Emdurb irá colaborar para que os cooperados não tenham essa despesa, mas a ideia é não é a de um serviço permanente”, alerta a assessoria. Quanto aos rejeitos acumulados ao longo do período da interrupção nas unidades, a Emdurb informou que ficou decidido que o serviço será feito por um caminhão caçamba cedido por um parceiro das cooperativas, que será auxiliado por uma minipá carregadeira, cedido pela Emdurb.
O serviço, no entanto, ainda não tem data definida para ocorrer, mas deve acontecer até esta sexta. “Só esperamos que isso não gere uma cobrança adicional para a prefeitura no próximo mês. Se a coleta orgânica for utilizada, isso provavelmente pode acontecer”, antecipa o secretário do Meio Ambiente.
O fato faria com que a prefeitura pagasse duas vezes pela destinação correta do mesmo lixo.
Acumulado
Vale ressaltar que uma das cooperativas, a dos Trabalhadores em Materiais Recicláveis (Cootramat), localizada no Jardim Redentor, já acumula cerca de 10 toneladas de lixo orgânico no local e está prestes a receber multa da vigilância sanitária.
“Ainda não apareceu ninguém aqui para recolher o material e nosso prazo vence no dia 25 de agosto”, afirma Valmir Moura, diretor administrativo da Cootramat.
As outras duas unidades, a Cooperativa Ecologicamente Correta de Materiais Recicláveis de Bauru (Coopeco), no Ferradura Mirim, e a Cooperativa de Bauru (Cooperbau), localizada na Vila Dura, estão com quantidades de rejeitos acumulados menores.