09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Atraso bolivariano


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O Brasil perdeu, durante o período de 2002 a 2014, o bonde que levaria o País para a elite dos grandes países e depois de alcançar o sexto lugar como maior economia do planeta. Voltou à oitava e está quase despencando do G8, onde acabara de chegar, com o pibinho do Mantega no ano passado e que pode ser ainda pior este ano. Nossa economia vai de mal a pior.

Quais seriam as causas? Com certeza, a mistura de ideologia ultrapassada com viés socialista na política externa. Indispondo-se com União Europeia e EUA para ficar bem com tiranos como Putin, Chaves e Fidel. Defendendo terroristas do Hamas e o italiano assassino Cezare Battisti e países como Irã e ditaduras africanas com o atraso bolivariano de Argentina, Uruguai, Venezuela, Equador e Bolívia.

O resultado é que nosso comércio exterior ficou muito pequeno em relação com nossa economia e comparado não só com nações desenvolvidas, mas até com países como Peru, Colômbia e Chile, que fizeram sua lição de casa, deixando a ideologia de lado, para melhorar sua economia e com isso as condições de vida de seu povo. Optaram por fazer o bolo crescer para distribuir os pedaços, enquanto no Brasil do atraso se quer tomar da elite fazendo um assistencialismo retrô.

No front interno, o governo se aliou ao pior da direita atrasada e corrupta representada por Collor, Renan, Sarney, outros como o "boy" Valdemar da Costa Neto, que impedem a reforma política e mantêm o voto dos rincões valendo dezenas de vezes mais que os votos de São Paulo. E ainda com a vanguarda do atraso do sindicalismo com a CUT e com a Força Sindical e suas ONGs de fachada, que impedem a modernização de legislações trabalhistas, previdenciária e a reforma fiscal que o País necessita.

À beira de um grande blackout e da energia surpreendentemente cara, permanecem falando de herança maldita depois de 12 anos de poder. Destruíram a Petrobras, antes nosso orgulho, hoje mergulhada nas páginas policiais. Usaram o BNDES para enriquecer alguns em investimentos que nunca voltarão.

Transformaram o País em um canteiro de obras atrasado, lançando pacotes de obra novos antes que as anteriores tivessem, em alguns casos, sequer começado. Transformaram a administração pública em meras jogadas de marketing.

Márcio M. Carvalho