09 de julho de 2026
Geral

Bonsai: arte que passa de pai para filho

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

“Árvore em uma bandeja”. Esse é o significado em português da palavra bonsai. A arte milenar de cultivar árvores comuns em versão “mini” requer muitas técnicas, sabedoria, amor e, é claro, um pouco de água e sol todos os dias. Em Bauru, o colecionador e bonsaísta Luiz Nakamura, 61 anos, realizou o 9.º Encontro de Bonsais de Bauru e Região. O evento atraiu mais de 45 colecionadores.

A arte milenar surgiu há mais de 3 mil anos, na China, mas, logo em seguida, se consagrou no Japão, onde tem os seus maiores colecionadores. E, surpreendentemente, em Bauru, ela ganhou espaço definitivo.

Luiz Nakamura é a terceira geração de bonsaístas de sua família. A arte começou com o avô, passou para o pai e chegou a ele.

“Eu comecei em 1989, há 35 anos. Meu avô era bonsaísta, passou para o meu pai, e eu me interessei. Hoje tenho mais de 2 mil árvores. No total, no mundo todo, são 240 espécies diferentes de bonsais e mais de 100 estilos que foram inspirados na própria natureza”, explicou.

Hoje, é possível transformar as pequenas árvores, ainda jovens, em miniárvores, mas, antigamente, elas eram encontradas assim mesmo, em pequenas versões, na natureza.

“No Japão é possível ver bonsais assim na natureza, nas montanhas, por conta da neve, por exemplo. Aqui nós até encontramos também, mas é preciso modificá-los um pouco ainda”, explica.


Cultivo

Qualquer pessoa pode tornar-se bonsaísta, basta aprender as técnicas e ter dedicação. “Muitas pessoas me perguntam se eu tenho dedicação total com os meus bonsais. Eu respondo que não. A água e a luz do sol tem que ter todos os dias, mas o cultivo eu faço a cada 15 dias”.

Para começar, opte pela “tuia anã”, fácil de cultivar ou um junípero,  que ficou conhecido como o símbolo do filme Karatê Kid.


Comércio

Atualmente, o comércio de bonsais ganhou espaço fixo e atrai colecionadores do mundo todo. Uma árvore pequena pode custar entre R$ 15,00 e R$ 2,5 milhões. Pode viver até 800 anos. A Internet também é ponto fixo dos colecionadores para a troca de informações e comércio. “Ela foi fundamental para a disseminação da técnica”, diz Luiz Nakamura.