08 de julho de 2026
Geral

Unidos pelo rock"n roll e para o bem

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

A paixão pelo rock and roll e a vontade de ajudar o próximo fizeram com que centenas de pessoas prestigiassem ontem a 7ª edição do Solidary Rock na Granja Cecília (antiga chácara da Assenag). Seis bandas e um DJ se apresentaram durante 12 horas e não deixaram o público ficar parado. Toda a renda da portaria será destinada a duas entidades assistenciais do município.

A “sonzera” começou a rolar ao meio-dia, com clássicos do rock selecionados pelo DJ Neto. Na sequência, foi a vez das bandas Universo Elegante, NYX, Soul Station, Rising Power-AC/DC Cover, Four Sticks e Sociopata subirem ao palco. Além da diversidade de estilos, quem participa da festa há várias edições cita a organização e o ambiente familiar como diferenciais.

É o caso de Cristiane Lisboa Vieira, de 40 anos, que levou a filha Marina Vieira Paes, de 6 anos. “É um projeto muito interessante, que agrega toda a parte comercial de Bauru e prova também que o rock and roll é uma união das famílias bem intencionadas”, define. “E tira aquele preconceito de que rock and roll é droga, é agressividade, é tumulto. Isso não tem aqui”.

O promotor de Justiça Rogério Rocco Magalhães, que organiza o Solidary Rock desde 2008 ao lado dos amigos Luís Carlos Gonçalves Júnior (Júnior), Rafael de Almeida Ribeiro (Rafa), Fábio Alexandre Jacob (Binho) e Fábio Pereira Grassi (Peposo), explica que a ideia surgiu em 2007, durante um churrasco que ele realizou em casa para comemorar o seu aniversário.

“Eu banquei a festa e pedi para amigos me darem de presente uma doação, que na época era de R$ 15,00 ou R$ 20,00. E convidei duas bandas, de amigos também, para tocarem. E a festa lotou”, conta. “Eu pensei: Que ideia legal. Alguém banca uma festa, as pessoas colaboram com dinheiro, a banda toca de graça e todo mundo se diverte. E a gente fez a primeira edição em 2008”.

De lá para cá, segundo ele, o evento vem crescendo e ganhando apoiadores. “A gente recebe adesões de empresários, de amigos, da imprensa. E o evento sempre transcorre na maior paz possível, é um evento bem familiar”, ressalta. “A gente preza muito a questão da segurança. Procuramos obter alvará do Corpo de Bombeiros e temos seguranças registrados na Polícia Federal”.

Beneficiadas

De acordo com Rocco, a expectativa dos organizadores é de que sejam arrecadados nesta edição do Solidary Rock mais de R$ 20 mil com portaria. A renda será revertida integralmente em benefício da Associação de Proteção à Maternidade e à Criança (APMC) - Casa da Criança - e da Associação Bauruense de Combate ao Câncer (ABCC).

“Em todo evento, a gente procura chamar duas entidades novas. Desde 2008 a gente vem escolhendo entidades importantes em Bauru, entidades que prestam relevante serviço social”, declara.

Luceli Toledo Campos, vice-presidente da ABCC, conta que a verba ajudará a manter várias atividades. “Além do projeto McDia Feliz, que neste ano vai ser em prol de uma brinquedoteca, nós também temos a fisioterapia, a terapia ocupacional, cestas básicas para nossos usuários, cadeiras de rodas, bengalas e perucas”, revela.


Jesus ‘rock and roll’

Quem passou pelo Solidary Rock ontem certamente não deixou de reparar na presença de Chrystian Herrera Said, de 27 anos. Com cabelos e barbas compridas, ele vestiu uma túnica branca e caracterizou-se de Jesus Cristo especialmente para o evento. O objetivo, segundo ele, foi levar uma mensagem positiva às pessoas.

“O ser humano tem a essência da dualidade, o bem e o mal, o certo e o errado. Não interessa a mensagem que você está passando. O que interessa é o que a pessoa sente”, afirma. “Pelo menos, eu acredito que vai ser uma boa coisa”.