A Ucrânia marcou seu dia de independência ontem com uma marcha militar em Kiev com a intenção de enviar mensagem de desafio à Rússia, mas os rebeldes pró-Rússia também provocaram desfilando tropas ucranianas capturadas pelas ruas.
Os eventos rivais foram uma amostra da divisão que antecede o encontro na amanhã entre os presidentes russo Vladimir Putin e seu equivalente ucraniano, o primeiro em meses.
As forças ucranianas estão tentando conter uma rebelião separatista pró-Moscou no leste do país, e ontem intensos disparos de artilharia podiam ser ouvidos na região de Donetsk, que é dominada pelos revoltosos.
Na praça da independência em Kiev - cena dos protestos que tiraram do poder um presidente apoiado por Moscou e iniciaram a crise política -, o presidente ucraniano Petro Poroshenko inspecionou colunas de soldados e veículos blindados.
Algumas das tropas na marcha, segundo Poroshenko, estavam se dirigindo às linhas de frente no leste da Ucrânia. Em um discurso desafiador e emocionado, Poroshenko disse que seu país estava lutando “uma guerra contra a agressão externa, pela Ucrânia, pela liberdade, por seu povo, e por sua independência”. A declaração foi dirigida a Moscou, que segundo Kiev está por trás da rebelião.
Poroshenko anunciou que cerca de 3 bilhões seriam gastos para reequipar o exército entre 2015 e 2017. As forças armadas ucranianas são apenas uma fração do tamanho das forças russas.