09 de julho de 2026
Bairros

Ação de moradores suspende Ecoponto

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Anunciada no início de agosto,  as obras do oitavo Ecoponto de Bauru já haviam sido iniciadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em terreno da prefeitura no Núcleo Habitacional Engenheiro Octávio Rasi, na altura da quadra 12 da rua Joaquim Marquês de Figueiredo. Ontem, contudo, a instalação do serviço público foi suspensa por tempo indeterminado, após ação de moradores do condomínio Terra Nova – residencial que fica em frente ao local.

Para eles, a iniciativa poderá desvalorizar os imóveis, sob o risco de ser transformado em lixão, tendo em vista, também, a construção de uma galeria de lojas ao lado.

Com a intenção de resolver o impasse, aconteceu uma reunião na tarde de ontem no gabinete do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). Discutiram o assunto o próprio chefe do Executivo, a síndica do condomínio, Michelle Karen de Brunis Ferreira Mendes Bragaia, alguns moradores do residencial, o vereador Roque Ferreira (PT), e o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais, Paulo André Zuwicker Yamamuro, que estava acompanhado de mais dois técnicos.

“Optamos por suspender a obra e nos comprometemos a encontrar outra área, ainda no mesmo bairro, para a construção do Ecoponto, pois essa região precisa muito desse serviço”, explicou o prefeito Rodrigo Agostinho, acrescentando que a paralisação da obra não gera prejuízos. “Só havia sido feita a limpeza do terreno e a colocação de alambrado em volta”.

Maioria é contra

O Ecoponto Rasi/Terra Nova  foi projetado para atender os bairros da região, com o objetivo de disponibilizar aos munícipes local adequado para o depósito de entulho, madeira, plástico, entre outros, tudo em pequenas quantidades, ou seja, até 1 metro cúbico (equivalente a uma carroceria de picape), evitando, assim, a degradação do meio ambiente.

No entanto, a maioria dos moradores das 844 casas hoje existentes no condomínio Terra Nova se mostrou contra a obra. “É uma questão cultural das pessoas. Nem é o Ecoponto em si, mas a localização dele e fato de a área acumular muito entulho e lixo”, explica a síndica do residencial, Michelle Ferreira.

“A gente sente falta desse tipo de serviço no bairro e vejo como positivo a iniciativa, pois não haveria mais a necessidade de alugar caçambas. Mas se a prefeitura encontrar um local mais adequado, melhor”, acrescenta.


Sem criar problemas?

De acordo com o prefeito Rodrigo Agostinho, a prefeitura ainda não tem uma área definida para a construção do Ecoponto no bairro. 

Ele salienta que pretende fazer um estudo e resolver o impasse, mas não descarta a possibilidade de retomar a obra no mesmo local.

Não descartado

“Não queremos criar problemas aos moradores, mas ainda não está totalmente descartada a hipótese de construirmos o Ecoponto ali mesmo (em frente ao condomínio)”, apontou Rodrigo.

Segundo o chefe do Executivo, a quantidade de resíduos na região é muito grande. “Até uma semana atrás, o mesmo terreno estava cheio de lixo e entulhos”, observou o prefeito.