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Éder Azevedo |
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Avião monomotor fez pouso forçado, na manhã desta quarta-feira, em Pirajuí |
O piloto do monomotor F33A, modelo Bonanza, matrícula PT-JRY, que fez um pouso forçado na manhã desta quarta-feira (27) em uma fazenda em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) e deixou o local logo após o acidente, apresentou-se na delegacia no final da tarde e alegou que o avião teve uma pane. Ele e dois passageiros – mãe e filho – tiveram apenas ferimentos leves. A Polícia Civil irá instaurar inquérito para apurar o caso, que também será investigado pela aeronáutica.
O avião, pilotado por Rodolfo Yoshimoto de Oliveira, 23 anos, saiu de Marília em direção a Franca levando a empresária Valéria Cristina Guelfi Pinto, 46 anos, e o filho dela, Fábio Miller Guelfi Pinto, 28 anos. Por volta das 6h50, segundo o piloto, ele teria apresentado problemas mecânicos, o que o obrigou a fazer um pouso de emergência na fazenda Paraíso, localizada a três quilômetros das Penitenciárias I e II de Pirajuí.
A aeronave arrastou o ‘bico’ pelas curvas de nível da propriedade, em uma área de terra que estava sendo preparada para plantio de amendoim. A empresária e o filho dela foram socorridos pela caseira da fazenda, Florelina Carvalho de Assis, e encaminhados ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa da cidade com ferimentos leves. Já o piloto deixou o local após conseguir carona com um motociclista.
“Um empreiteiro que presta serviço para a fazenda passou pelo local e viu os dois no chão. Ele foi me chamar e levamos mãe e filho ao hospital”, conta a caseira. Fábio sofreu escoriações na boca e supercílio e Valéria deu entrada no hospital com luxação no ombro e escoriações nos cotovelos. “Ela estava em choque e, ao mesmo tempo, preocupada com o filho, que sangrava pelo rosto”, revela. Depois de medicados, eles foram liberados.
Perícia do Seripa
No final da tarde, o piloto, que até então não havia sido identificado, apresentou-se na delegacia com um dos proprietários do monomotor. Em depoimento, Rodolfo alegou que deixou o local e seguiu até a cidade de Garça em busca de socorro. Depois de ouvido, ele foi liberado.
A ocorrência foi registrada na delegacia como lesão corporal culposa (quando não há a intenção) e será investigada pela Polícia Civil.
Até o final da noite, o avião permanecia na fazenda, sob a responsabilidade do proprietário. Técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) deverão realizar perícia na aeronave nesta quinta-feira para emitir relatório técnico sobre as causas do acidente.
Segundo a polícia, eles podem liberar o avião intacto ao final da inspeção ou retirar alguma peça para análise em São Paulo.
Curiosos cercam a área e discutem até as causas do pouso forçado
Não demorou muito para que os curiosos cercassem a área onde o avião pousou. Alguns até ousaram afirmar que a aeronave teria tido um problema no trem de pouso e arrastado o “bico” pelas curvas de nível da propriedade. Outros festejaram o fato de o avião ter pousado em uma área preparada para o plantio de amendoim porque, há poucos metros, havia uma plantação de eucalipto.
“Se o avião tivesse pousado um pouco mais longe, ou seja, perto dos eucaliptos, a tragédia seria maior”, disse um curioso, que preferiu não ser identificado.
Amendoim
No local do pouso forçado, a equipe de reportagem do JC conseguiu apurar que a fazenda Paraíso pertence a José Papile, dono de uma metalúrgica sediada em Pirajuí.
Em toda a propriedade, que tem 420 alqueires, há produção de amendoim, seringueira, mogno, palmito pupunha e eucalipto. Como a aeronave pousou em uma área que ainda estava sendo preparada para o plantio de amendoim, não causou prejuízo algum para o proprietário.
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Éder Azevedo |
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O avião, de matrícula PT-JRY, saiu de Marília e tinha como destino a cidade de Franca |
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Divulgação |
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O piloto teria pego carona com um motociclista e deixado o local onde a aeronave fez o pouso |