Sejamos favoráveis ou contrários, o fenômeno Marina agita a eleição. A história dela vinda da longínqua Floresta Amazônica parece predestinada, pois mesmo sem ser viúva já recebeu dois espólios. Primeiro o de Chico Mendes. Depois de sua morte catapulcou Marina de vereadora a celebridade no Congresso Nacional e ministra do PT. Agora com a morte de Campos, passa a ser uma real opção de vitória na eleição de outubro.
Ocorre que com esta mudança de dimensão Marina começa a ser analisada com lupa e algumas questões são colocadas: a primeira é que Marina nunca foi uma pessoa agregadora, que onde passou teve dificuldades de relacionamento o que em um(a) político(a), principalmente para ocupar o Planalto, é uma grande e quase intransponível dificuldade.
As perguntas são: como seria um governo Marina? quem seria seu apoio, o PT, que ela deixou e hoje diz que é diferente, ou o PSDB, onde elogia Fernando Henrique, mas não compatibiliza com pessoas ou idéias dos tucanos? O que é a nova política, seria o toma lá dá cá, que é praticado no Acre onde aposta em Tião Viana? E a base parlamentar? Seria o PSOL? Seria o PV abandonado? Seria o PSB a próxima vítima? Seria o PMDB, PSD, DEM, PPS ou os partidos nanicos, ávidos pela troca de voto por cargos? Fica óbvio que o caminho não seria fácil.
E as incoerências? Marina é evangélica mas flerta com o materialismo, foi católica mas não se posiciona sobre aborto, é contra o PT mas não inclui Lula no balaio. Como seria sua política econômica populista? Como a de seu ídolo Lula? Como seria sua política externa, considerando que apoiou o asilo ao assassino Baptistti ou ainda nunca se declarou contraria aos abusos e limitação de liberdades dos bolivarianos? Como seria vista nos países desenvolvidos? O que ela pensa do "controle social da mídia" do seu colega de ministério Franklin Martins? Marina tem um discurso que abusa dos "a nível de..." e que diz muito sem dizer nada, só antes encontrado na atual "presidente" e acredito que um país como o Brasil não teria como suportar depois do governo desastrado de Dilma (poste escolhido) de um (poste rejeitado) como Marina.
Márcio M. Carvalho